Como se tornar arqueólogo(a) no Brasil: Lista de cursos

Texto de João Carlos Moreno de Sousa

Publicado originalmente em 2013

Última atualização: 19/12/2019

Está pensando em se tornar um arqueólogo ou uma arqueóloga? Você já sabe o que é arqueologia? Se você ainda não sabe, clique no link abaixo:

Texto: O que é arqueologia?

Agora que já sabemos o que é arqueologia, e o que fazem os profissionais desta ciência, vamos ver como é possível se formar em arqueologia no Brasil. Pra começar, você pode assistir o vídeo abaixo, onde a arqueóloga Cristiane Amarante, do canal Arqueologia Alternativa, dá 10 dicas para se tornar um arqueólogo ou uma arqueóloga.

No vídeo abaixo, os arqueólogos JuCa e Gabi Mingatos, do canal Arqueologia em Ação, dá mais algumas dicas sobre como se tornar arqueólogo(a) no Brasil.

Ficou interessado? Então vamos entrar em mais detalhe agora.

Quem é considerado arqueólogo/a no Brasil?

A profissão de arqueólogo(a) no Brasil foi finalmente regulamentada em Abril de 2018. De acordo com a lei, são considerados profissionais em arqueologia àqueles que sejam formados em cursos brasileiros de ensino superior reconhecidos pelo Ministério da Educação, ou em cursos de ensino superior estrangeiros desde que o titulo seja revalidado por um curso brasileiro reconhecido pelo Ministério da Educação. No Brasil, são considerados os profissionais que possuam pelo menos uma das seguintes qualificações curriculares

  1. Graduação (plena) em Arqueologia – Cursos de antropologia com habilitação em arqueologia não são considerados.
  2. Mestrado cuja dissertação seja resultado de pesquisa arqueológica + 2 anos e exercício de atividades comprovadas relacionadas ao campo profissional da arqueologia.
  3. Doutorado cuja tese seja resultado de pesquisa arqueológica + 2 anos e exercício de atividades comprovadas relacionadas ao campo profissional da arqueologia.

É importante observar que em cursos de docência acadêmica, apenas podem concorrer profissionais que tenham, pelo menos, mestrado ou doutorado em arqueologia plena – ou seja, formação num programa de pós-graduação em arqueologia (veja mais abaixo quais existem no Brasil). Também não serão considerados arqueólogo(a)s aqueles que possuírem apenas cursos de especialização em arqueologia, independente do seu reconhecimento pelo MEC ou pelo IPHAN.

Ainda serão reconhecidos como profissionais aqueles que concluíram sua formação em Curso de Especialização em Arqueologia  reconhecido pelo MEC antes de 2018 e que tem mais 3 anos de experiência comprovada. Também continuam sendo considerados os profissionais que completaram 10 anos de experiência comprovada até o início de 2018.

Onde fazer uma graduação em Arqueologia?

A opção mais recomendada certamente é cursar uma graduação em arqueologia, mesmo que você já possua outro título de bacharelado (ou licenciatura). Afinal, numa graduação você terá aulas teóricas e práticas durante quatro ou cinco anos (depende da universidade), que te proporcionarão o ensino básico necessário das mais variadas disciplinas desta ciência tão interdisciplinar que é a Arqueologia. Em alguns cursos, você já poderá ir se especializando em algumas subáreas nas quais os professores tem mais experiência, através de estágios, iniciações científicas (inclusive recebendo bolsas) e disciplinas optativas. O título de Bacharel em arqueologia possibilitará o novo profissional a exercer plenamente sua profissão em empresas de licenciamento ambiental, museus, e poderá até dar aulas como professor substituto em universidades, por exemplo. Além disso, o profissional graduado em arqueologia tende a ter mais pontos na avaliação do currículo ao prestar concursos públicos específicos desta área, como concursos para professor de universidades federais, para cargos em instituições governamentais (ex: museus, IPHAN, MPU, etc), e até mesmo para seleção de provas de mestrado e doutorado.

A Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, já teve um curso de graduação em Arqueologia entre os anos 70 e 90. Mas este foi extinto décadas atrás, deixando nosso país sem possibilidade de se graduar na área por praticamente duas décadas.

O Brasil conta hoje com 14 cursos de graduação (bacharelado – não existem licenciaturas) que possibilitam a formação em Arqueologia. Todos os cursos são relativamente novos, tendo sido os cursos da UNIVASF e da PUC GO os mais antigos a serem criados (2005 e 2006 respectivamente).

Dentre todos os cursos mencionados aqui, é recomendado que os interessados verifiquem as informações do curso em seus respectivos sites e vejam as grades curriculares, além da formação e currículo dos docentes. Cursos de arqueologia onde não constam informações básicas como essas e que possuem poucos professores com experiência em arqueologia devem ser vistos com desconfiança. Apenas nove destes cursos foram avaliados pelo Ministério da Educação até início de 2020.

Dos 14 cursos, 12 oferecem a titulação de profissional em Arqueologia. Clique no nome da universidade para saber mais sobre o curso que ela oferece:

  1. Universidade Federal de Sergipe (UFS) (Laranjeiras, SE) – Nota 4 no MEC
  2. Universidade Federal do Rio Grande (FURG) (Rio Grande, RS) – Nota 4 no MEC
  3. Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC GO) (Goiânia, GO) –  – Nota 5 no MEC
  4. Universidade Federal do Piauí (UFPI) (Teresina, PI) – Nota 4 no MEC
  5. Universidade Federal de Rondônia (UNIR) (Porto Velho, RO) – Nota 4 no MEC
  6. Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) (Santarém, PA) – Nota 4 no MEC
  7. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) (Recife, PE) – Nota 4 no MEC
  8. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) (Rio de Janeiro, RJ) – Nota máxima pela SEE/RJ
  9. Universidade do Estado do Amazonas (UEA) (Manaus, AM) – Não avaliado
  10. Universidade do Estado da Bahia (UNEB) (Paulo Afonso, BA) – Não avaliado
  11. Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) (Santos, SP) – Não avaliado
  12. Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) (Pelotas, RS) – Não avaliado/iniciado

O curso mais antigo, já citado, oferece o a titulação de profissional em Arqueologia e Preservação Patrimonial:

  1. Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) (São Raimundo Nonato, PI) – Nota 4 no MEC

Um outro curso oferece titulação em Antropologia, mas também permitem que o aluno obtenha o título de bacharel em arqueologia:

  1. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)  – com habilitação em Arqueologia (Belo Horizonte, MG) – Nota 4 no MEC

É importante notar que cursos que possuem apenas a habilitação em arqueologia são menos recomendados em relação aos anteriores, pois não são cursos em arqueologia plena. Os cursos são de Antropologia, e não possuem a mesma carga curricular em arqueologia dos cursos de graduação em arqueologia plena (todos os outro citados). Portanto, eles não estão em acordo com a legislação, e os profissionais formados nesses cursos não são considerados arqueólogos regulamentados. No entanto, eles servem como uma alternativa a quem não tem condições de cursar em uma das outras universidades já citadas, preparando o aluno que pretende fazer um mestrado na área depois.

Na minha região não existe graduação em Arqueologia… E agora?

Uma das perguntas que os leitores do nosso site mais tem enviado para nosso e-mail é com relação à cursos de arqueologia à distância. Não existe curso (profissionalizante) de arqueologia à distância. Arqueologia é uma ciência que exige muita prática de campo e laboratório durante a formação e, portanto, não é possível fazer isso à distância!

Mas calma! Existem outras soluções! Você pode se formar em outro curso e só depois fazer o mestrado e/ou doutorado (presencial) em arqueologia. Ou até mesmo uma segunda graduação, desta vez em arqueologia, se achar melhor. Dependendo do curso que você optar em fazer, você poderá ter maior ou menor dificuldade em certas subáreas da arqueologia. De todo modo, uma vez que a arqueologia é interdisciplinar e multidisciplinar, praticamente qualquer curso que você fizer te proporcionará algum conhecimento que te ajudará posteriormente, principalmente se você fizer um curso das áreas das ciências ou das humanidades. Além disso, existem universidades que, apesar de não oferecerem cursos de arqueologia, possuem arqueólogos ou professores que tem algum conhecimento na área, e podem ajudar o aluno a iniciar sua formação como arqueólogo ou arqueóloga. Alguns professores ainda permitem que o aluno faça seu trabalho de conclusão de curso (TCC ou Monografia) voltados à arqueologia!

As graduações da área da ciência mais recomendados são:

  • Geologia (ou Geociências) – que fornece o conhecimento fundamental da história da terra, além de fornecer cursos e experiência em: estratigrafia, geofísica, paleontologia e outras disciplinas básicas da arqueologia;
  • Biologia (ou Biociências) – que fornece o conhecimento básico de evolução, anatomia humana, osteologia, botânica, zoologia e demais disciplinas necessárias na arqueologia.

Além disto, ambos os cursos costumam fornecer disciplinas de estatística e metodologia científica além de atividades para adquirir experiência nas duas disciplinas. Ambas as disciplinas são fundamentais para quem pretende se tornar um cientista, o que inclui a arqueologia.

Alguns dos profissionais formados em cursos de Humanidades podem ter certas dificuldades com metodologia de pesquisa científica e estatística no começo, uma vez que estes curso não costumam oferecer estas disciplinas e experiência (alguns oferecem sim, mas é raro). Então caberá ao aluno um esforço pessoal para aprender isso. Os cursos de humanidades mais recomendados são:

  • Antropologia – uma ciência humana/social que carrega uma carga teórica similar à arqueologia. Inclusive, as duas ciências sempre estiveram ligadas uma a outra durante décadas. Principalmente em escolas que ainda consideram a arqueologia uma subárea da antropologia. De modo geral, a maioria das disciplinas irá fornecer conhecimento riquíssimo para um futuro arqueólogo.
  • Geografia – proporciona o ensino básico sobre sociedades, paisagem e dialoga com a geologia, principalmente através da geografia física. As disciplinas de geografia humana também poderão proporcionar conhecimento de grande valor. No entanto, alguns cursos são apenas focados na formação de professores na área, e não serão de muita ajuda.
  • Ciências Sociais – Talvez o mais recomendado, estes cursos geralmente proporcionam um ensino multidisciplinar, focando em cursos teóricos da filosofia, história, geografia, antropologia, (as vezes até mesmo arqueologia!), etc. Inclusive, oferecem disciplinas voltadas à metodologia científica específica das ciências sociais. E mesmo que não sejam totalmente iguais aos dos cursos de arqueologia ou geologia ou biologia, tal conhecimento teórico pode ser de grande valor para a arqueologia.
  • História – Estes cursos podem proporcionar conhecimento, obviamente, do contexto histórico da humanidade. Apesar de raros, alguns cursos permitem que o aluno realize trabalhos na área pré-histórica também, e inclusive oferecem alguma disciplina voltada à arqueologia! Estes cursos são excelente opções quando existem professores ligados a algum grupo de pesquisas em arqueologia. Mas quando não é o caso, cursos de história NÃO são recomendados como uma opção, pois historiadores e arqueólogos, de modo geral, atuam de modos extremamente diferentes, ao contrário do que muitas pessoas podem imaginar. A arqueologia usufrui dos métodos científicos para estudar evidências da história da humanidade, e com isso, escrever ou reescrever tal história. Já os cursos de história são geralmente focados apenas no estudo dos documentos escritos e, portanto, o contexto da história humana anterior ao advento da escrita é deixado de fora. De modo geral, o maior equívoco de quem quer fazer um curso de História para depois fazer um mestrado em Arqueologia é pensar que existem disciplinas em comum, mas isso é um grande engano. Disciplinas em comum entre os cursos de graduação em História e Arqueologia são raras. Alguns dos cursos de história também são focados apenas na formação pedagógica, cuidado!

Ainda assim, não se preocupe se não é possível começar pela formação plena em arqueologia já com uma graduação. A grande maioria dos arqueólogos mais velhos, inclusive professores de cursos de arqueologia, NÃO são graduados em arqueologia. Afinal, até poucos anos atrás esses cursos nem sequer existiam. Apesar de a maioria possuir pelo menos o doutorado em Arqueologia, foi o esforço particular de cada um deles que proporcionou o sucesso destes profissionais que são, originalmente, biólogos, geólogos, antropólogos e principalmente (contrariando o que foi dito agora há pouco) historiadores. Por outro lado, de nada adianta se graduar num curso de arqueologia plena e não se esforçar de maneira alguma, de modo que seu título de bacharel em arqueologia não passará de um mero papel (caso você consiga se formar). Conclusão: curso de arqueologia com certeza é o mais recomendado, mas o que mais vale mesmo é o sua própria força de vontade! Ser arqueólogo é o seu sonho? Vá a luta!

Nota importante: Nenhum curso de mestrado exige que o aluno tenha experiência anterior em arqueologia! Exige apenas que o aluno proponha um projeto de pesquisa e que faça uma prova com base nas bibliografias recomendadas pelo próprio curso. Portanto, você pode, realmente, se formar em praticamente QUALQUER outro curso antes do mestrado, DESDE que você escreva o projeto e passe na prova.

 

 E os cursos de Mestrado e Doutorado? Como funcionam?

Antes de pensar em entrar na pós-graduação, você primeiro deve se atentar ao fato de que estes cursos funcionam de modo diferente das graduações! Vamos resumir da seguinte maneira: cursos de graduação oferecem o ensino básico da área e suas respectivas subáreas principais, oferecendo muitas disciplinas e certo graus de experiência prática (varia de acordo com a Universidade), e introduzem o aluno à pesquisa científica. Já os cursos de pós-graduação são voltados principalmente à pesquisa, e não fornecem todo o ensino básico.

Você ainda terá de fazer várias aulas, obviamente, mas os cursos de mestrado e doutorado não oferecem a mesma carga de horas de aula que uma graduação. Afinal, você terá de focar é no seu projeto de pesquisa! No Brasil, os cursos de pós-graduação em arqueologia funcionam da seguinte maneira.

Antes de entrar no curso você deve pensar num projeto de pesquisa, voltado a uma área específica da arqueologia, uma subárea de seu interesse pessoal. Você também deve entrar em contato com um professor do curso, de preferência alguém experiente na subárea que você pretende desenvolver seu projeto. Sua vaga depende da disponibilidade do orientador! Depois que você e seu novo orientador já estiverem em acordo, e seu projeto de pesquisa já estiver pronto para ser proposto à universidade, você finalmente poderá se inscrever para garantir sua vaga.

Apesar de não haver concorrência de vagas, como em um vestibular, você ainda será avaliado no seu conhecimento em arqueologia, seu conhecimento em outros idiomas, seu currículo acadêmico (Lattes) e seu histórico escolar de cursos superiores anteriores. Sua nota final dirá se você foi reprovado ou aprovado. Se você for aprovado, sua vaga estará garantida, mesmo que você tenha ficado em último lugar na classificação. Esta classificação servirá, no entanto, para concorrer a uma bolsa. Quanto melhor sua colocação, mais garantida é a chance de você receber uma bolsa mensal (um pagamento) de uma agência do governa federal que durá 2 anos no mestrado e 4 no doutorado. Se você optar por receber a bolsa, caso ela seja oferecida, você não poderá receber qualquer outro tipo de pagamento mensal (um salário, por exemplo).

Estes cursos de pós-graduação são recomendados apenas para aqueles que já tem um domínio básico da teoria e da prática arqueológica. Afinal, as universidades exigem um projeto de pesquisa na área, provas de conhecimento em arqueologia ANTES de começar o curso. Diferente da graduação, que geralmente tem mais ensino em sala de aula, o mestrado e o doutorado geralmente tem poucas aulas. O enfoque de uma pós-graduação é a própria pesquisa que você desenvolverá, com base no conhecimento adquirido nas disciplinas oferecidas pelas pós e na sua formação anterior. Esta pós-graduação ainda servirá para você se especializar em alguma, ou algumas, subáreas da arqueologia.

Quer saber por onde começar a estudar para prestar uma prova de mestrado ou doutorado? Clique no link abaixo:

Sugestões de livros para começar a estudar Arqueologia

Mas eu já sou graduado em Arqueologia! Então pra quê fazer Mestrado e Doutorado?

Além da grande experiência que você terá enquanto um pesquisador (algo que não é muito bem oferecido durante a graduação), esta titulação é uma exigência para diversos cargos importantes! Principalmente se você tem como objetivo permanecer no campo científico, no meio acadêmico. Mesmo que você não tenha esse objetivo, quanto maior é sua titulação, maior serão suas chances de emprego e de um melhor salário.

E onde tem Mestrado em Arqueologia no Brasil?

Atualmente 7 universidade oferecem o título de Mestre em Arqueologia:

  1. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Rio de Janeiro (RJ)
  2. Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo (SP)
  3. Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Laranjeiras (SE)
  4. Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina (PI)
  5. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife (PE)
  6. Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), em São Raimundo Nonato (PI)
  7. Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), em Cachoeira (BA)

Existem ainda 3 universidades que oferecem titulo de Mestre em Antropologia, mas com habilitação para arqueologia:

  1. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte (MG) – com áreas de concentração em Arqueologia
  2. Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém (PA) – com áreas de concentração em Arqueologia, e até mesmo em Bioantropologia
  3. Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), em Pelotas (RS) – com área de concentração em Arqueologia

É necessário lembrar que os cursos em arqueologia plena são mais recomendados devido a possibilidade de cursar mais disciplinas em arqueologia propriamente dita, além de possuírem um corpo docente mais variado em relação às subáreas arqueológicas.

E onde tem Doutorado em Arqueologia no Brasil?

Atualmente 4 universidade oferecem o título de Doutor em Arqueologia:

  1. Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo (SP)
  2. Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Laranjeiras (SE)
  3. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Rio de Janeiro (RJ)
  4. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife (PE)

Existem ainda 3 universidades que oferecem titulo de Doutor em Antropologia, mas com habilitação para arqueologia:

  1. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte (MG) – com áreas de concentração em Arqueologia
  2. Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém (PA) – com áreas de concentração em Arqueologia, e até mesmo em Bioantropologia
  3. Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), em Pelotas (RS) – com área de concentração em Arqueologia

E quanto aos cursos de especialização em Arqueologia?

Os cursos de especialização (também chamados de pós-graduação lato sensu) em arqueologia não são recomendados para quem quer se tornar um arqueólogo profissional e, portanto, não estão listados nesta página! Afinal, a maioria destes cursos é privado, e são voltados apenas à formação de técnicos que atuam em âmbito empresarial. A qualidade de alguns destes cursos no Brasil é muito questionada entre a maioria dos pesquisadores, uma vez que não capacitam ninguém a atuar plenamente como arqueólogo. Cursos de especialização à distância são ainda menos recomendados, uma vez que as atividades práticas de reconhecimento e análise de vestígios arqueológico, assim como atividades práticas de prospecção e escavação arqueológica não podem ser ensinadas à distância. Além disso, poucos cursos de especialização em arqueologia que são reconhecidos pelo Ministério da Educação atualmente. E, em acordo com a lei da regulamentação da profissão, a especialização em arqueologia não qualifica ninguém como profissional.

Os cursos de especialização são recomendados apenas àqueles que não tiveram oportunidade de se graduar em arqueologia, e querem se introduzir na área antes de tentar ingressar no mestrado ou doutorado em arqueologia, ou trabalharem na área como técnicos.

Ainda tenho dúvidas! Me ajuda?

Claro! Teremos prazer de tirar suas outras dúvidas (ou de pelo menos tentar). Basta enviar um e-mail pra gente:

arqueologiaeprehistoria@gmail.com

369 comentários

  1. Boa tarde, somos do Instituto Brasileiro de Pesquisas Arqueológicas – IBPA no Rio de Janeiro e gostaríamos de informar que o curso de Graduação em Arqueologia da UERJ iniciou suas atividades em março deste ano, com sua primeira turma. O vestibular da UERJ não segue o ENEM, portanto há que ficar de olho. Acho que as inscrições já estão abertas ou estão para abrir. Só pra atualizar tuas informações, tá?
    Equipe IBPA.

    • Cara, Milena.

      Só pelo formato do texto muito cheio de histórico e pouco objetivo ao defender a cientificidade da História percebe-se que é um historiador, alguém das humanidades, escrevendo. Fato é que apenas os historiadores não admitem o consenso já formado pela comunidade científica de a História não é ciência, e sim… bem, História. Isso não quer dizer que ela não contribua. Mas o fato é de que poucos historiadores realizam pesquisas científicas.

      Tanto é que na Europa, por exemplo, a Arqueologia é vista como a parte científica da História (lá, a Arqueologia é vista apenas como a ciência relacionada ao período histórico, enquanto a ciência pré-histórica estuda as sociedades não letradas). Um historiador pode, de fato, realizar uma pesquisa científica, utilizando de abordagens específicas dentro da história que dialogam com as ciências. Mas a história, em si, não é uma ciência. De modo geral, a construção de conhecimento é bem diferente. Mas isso não rebaixa o status da História. Afinal, todo o conhecimento científico se torna História. Tanto a ciência quanto a história merecem o mesmo nível de respeito.

      • Bom… gostaria de fazer um curso de aprimoramento para possivelmente poder trabalhar como pesquisador… me intresse pelos fatos escondidos nas inscrições de antigas tabúas .. tanto símerias ,quanto egpícis .,, asssim como lendas indígenas brasileiras e de td o continente americano ..norte sul e central… acredito em seres supremos que habitaram este planeta , do mesmo modo que amiro as teorias da civilização de Mú e Atlantis… Por isso e porcausa disso muito me interessa poder ter o apredizado necessário para poder pesquisar e conhecer melhor este fatos ocultos da história convencional… grato..aguardo retorno…Obs… se for possivel trabalharei pelo curso, pois não tenho posses para cursar… Grato Carpe
        diem…

      • Caro Marcelo. O texto tem a lista dos cursos de arqueologia que você pode tentar cursar, leia bem. Apenas um é pago, todos os outros são cursos de universidade pública. Curso de “aprimoramento” em arqueologia não existe.

  2. Boa noite,

    Sou licenciado em Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) e actualmente finalista do curso de Mestrado em Arqueologia pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. Tendo em conta que o mercado laboral na área em causa aqui em Portugal está cada vez mais difícil, devido ao contexto de crise económica que actualmente atravessamos, encaro cada vez mais com a possibilidade de emigrar. O Brasil é, sem dúvida, uma opção. Neste sentido, gostaria de saber se me poderiam facultar nomes de empresas em arqueologia aí no Brasil para que possa enviar o meu Curriculum vitae. Aproveito também para vos congratular por este belíssimo blog! Continuação de um bom trabalho!

    Cordialmente,
    Fábio Soares

    • Olá, Fábio! Obrigado por acompanhar o blog!

      Por favor, encaminhe suas dúvidas para nosso e-mail de contato “arqueologiaeprehistoria@gmail.com” para que possamos ajuda-lo diretamente em particular. O blog se abstém de postar reportagens ou comentários que possam ser consideradas “propagandas” a qualquer empresa. Ficaremos felizes em tentar ajuda-lo!

      Abraços!

  3. Olá, boa noite.
    Gostaria de saber se não há opção de especialização em arqueologia no Brasil. Imagino que possa ser um caminho para quem já é formado em outras áreas e gostaria de seguir na área de arqueologia, porém não deseja passar 5 anos em uma universidade, tampouco está apto a um mestrado.
    Um abraço e parabéns pelo site!

    • Olá, João Paulo!

      Existem algumas especializações no Brasil, sim. No entanto, nenhuma delas é recomendada para formação em arqueologia. As atuais normas de discussão sobre regulamentação da profissão não levam em consideração as especializações, pois a carga curricular destes cursos é muito inferior a uma graduação, e não exige uma tese de pesquisa como uma pós-graduação.

      Fato é: Para se tornar um arqueólogo o melhor caminho é fazer uma graduação, ou tentar uma pós-graduação (caso já tenha uma outra graduação). Claro que optar por fazer apenas uma especialização não irá te impedir de, eventualmente, tentar participar de trabalhos em arqueologia. De todo modo, para ser levado a sério no meio profissional, uma especialização não basta. Te recomendo fortemente tentar um mestrado.

      Abraços, e obrigado por acompanhar nosso site!

      • Obrigado, Juca, pelo retorno.
        Vou buscar uma especialização para 2015, com foco em ganhar experiência para prestar um mestrado ao longo de 2016. Para mim, será um projeto de vida, de conhecimento, distante da área em que atuo (Mercado financeiro e turismo).
        Um abraço e votos de continuado sucesso no Blog!!

  4. Boa noite ! sou formado em geografia, leciono em escolas publicas a mais de 10 anos as disciplinas de geografia e historia para o ensino fundamental, aqui em minha cidade Limeira-SP não tem curso de arqueologia e meu tempo está sempre tomado pelas três escolas que trabalho, queria saber se há algum curso de pos graduação em arqueologia a distancia, existe esse curso?
    e é bom também, ou algum curso de especialização sera que eu poderia exercer a função de arqueólogo? são muitas as minhas dúvidas, seria muito grato se alguem pudesse me responder ! obrigado

    • Olá, Robert.

      Pós graduação a distância não existe (ao menos no Brasil). Especializações existem, mas, como dito na resposta dada a outro leitor:

      “Existem algumas especializações no Brasil, sim. No entanto, nenhuma delas é recomendada para formação em arqueologia. As atuais normas de discussão sobre regulamentação da profissão não levam em consideração as especializações, pois a carga curricular destes cursos é muito inferior a uma graduação, e não exige uma tese de pesquisa como uma pós-graduação.

      Fato é: Para se tornar um arqueólogo o melhor caminho é fazer uma graduação, ou tentar uma pós-graduação (caso já tenha uma outra graduação). Claro que optar por fazer apenas uma especialização não irá te impedir de, eventualmente, tentar participar de trabalhos em arqueologia.”

      No seu caso, se a preocupação é o tempo, você deve ter em mente que nenhuma pós-graduação no campo científico terá a devida qualidade sem uma atenção integral à sua pesquisa. Há quem opte por trabalhar e fazer o mestrado/doutorado ao mesmo tempo, mas geralmente essas pessoas levam alguns anos a mais para finalizar suas pesquisas, e alguns casos mais extremos ainda acabam por serem desligados dos programas de pós por não cumprimento de cronogramas. NA verdade, os únicos que optam por trabalhar e fazer uma pós-graduação ao mesmo tempo são aqueles que não conseguem uma bolsa, ou aqueles que não podem sobreviver apenas com o dinheiro da bolsa.

      Por fim, caso pense em futuramente entrar para o campo científico e profissional da arqueologia, o mais recomendado, no teu caso, é começar desde já a ler as obra básicas da arquelogia e posteriormente ingressar num mestrado em arqueologia. No estado de São Paulo esse mestrado é oferecido pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, no campus principal. No entanto, vale lembrar que as bolsas de mestrado atualmente giram entre 1500 e 1800 reais por mês, durante dois anos, e nem todas as bolsas permitem que o aluno trabalhe e receba salário, pois é exigida dedicação exclusiva ao mestrado.

      Espero ter respondido estas duas dúvidas.

      Abraços!

      • muito obrigado pela respostam me serviu muito, porque a partir de agora com certeza irei dedicar um bom tempo ao meu tão sonhado curso de arqueologia que pretendo fazer ano que vem se Deus quiser !!! mais uma vez obrigado por ter me esclarecido minhas duvidas, grande abraço !

  5. Gostei do Site, Muito bom Mesmo.
    Eu Gostaria de saber quais dessas faculdades tem bolsas de estudo e quais estão disponiveis no Enem.Vcs Poderiam me Informar?

    • Olá, Mateus! Obrigado pelo elogio!

      Para graduação, acredito que todas as universidades federais e estaduais levam o ENEM em consideração. Mais informações sobre isso você poderá encontrar nos sites de cada curso e universidade. Com relação à única universidade privada, a PUC GO, ela considera o ENEM e ainda oferece bolsa do PROUNI. Alguns estudantes de arqueologia já se formaram com ajuda do PROUNI.

      Além disso, uma vez que arqueologia é uma área da ciência, você pode obter bolsas através de iniciação científica. Para isso você já deverá estar cursando a graduação e ter um professor que aceite te dar orientação num projeto de iniciação científica. O valor dessas bolsas varia de acordo com a instituição que fomenta o projeto de pesquisa, a partir de uns 400 reais mensais por pelo menos um ano de iniciação.

      Abraços!

      • Bom dia. A UERJ não aplica o ENEM, mas tem um vestibular próprio em duas etapas.

  6. Ola

    Sou estudante de medicina e gostaria de saber se, com uma pos (e qual), eu poderia trabalhar com arqueologia.
    E como estao as oportunidades para arqueologos brasileiros no exterior.

    • Olá, Verônica.

      Para trabalhar com arqueologia você pode cursar qualquer mestrado e/ou doutorado em arqueologia, ou algum mestrado/doutorado em antropologia ou biologia (desde que estes tenham habilitação em arqueologia ou sua pesquisa esteja em contexto arqueológico). É comum encontrar colegas que trabalham com arqueologia que possuem formação em saúde pública, biologia e odontologia e que atualmente realizam pesquisas em bioarqueologia/bioantropologia – trabalhando com os remanescentes orgânicos de humanos de períodos pré-históricos e históricos. Caso seja esta a linha de pesquisa que pretende desenvolver posteriormente, alguns mestrados/doutorados que podem ser sugeridos são:

      Arqueologia – Museu de Arqueologia e Etnologia da USP; Arqueologia – Museu Nacional da UFRJ; Biologia/Genética – Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da USP; Antropologia/Bioantropologia – UFPA; Arqueologia – UFS; Saúde Pública/Paleopataologia – FIOCRUZ (RJ).

      Os departamentos citados acima possuem professores/pesquisadores que poderão lhe orientar perfeitamente em pesquisas de contexto arqueológico. Caso tenha interesse, posso bota-la em contato com algum(a) desse(a)s professore(a)s.

      Sobre as oportunidades de emprego no exterior, não saberei lhe dizer. Não conheço o contexto internacional muito bem. Mas sei que para muitos arqueólogos, oportunidades boas tem surgido no Brasil. Ainda hoje temos poucos arqueólogos formados e com doutorado. Arqueólogos da Europa têm realizado muitas pesquisas e lecionado aqui no Brasil. Minha sugestão é que, tenha feito sua pós no Brasil ou no exterior, busque empregos aqui mesmo no Brasil. Nosso país ainda precisa de muito mais profissionais!

      Abraços.

    • Olá, Giusepe!

      É a primeira vez que possuímos alguma notícia sobre o curso de Paulo Afonso desde o comunicado da profª Cleonice no último congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) em Aracaju. Veja bem que o curso da UNEB estava citado sim! Releia este trecho:

      Outros dois cursos são prometidos para os próximos anos:

      Universidade de São Paulo (USP) – Que aguarda a inauguração do novo prédio do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) e precisa resolver assuntos burocráticos internos da universidade.
      Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – a inauguração do curso no campus de Paulo Afonso foi anunciada durante o último congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) pela pesquisadora Cleonice Vergne. No entanto, nenhuma outra informação jamais foi veiculada.

      Sinto muito não ter confirmado, ainda, que este curso já existe. Nunca chegou a nosso conhecimento qualquer notícia sobre este curso já ter começado. Fico feliz em saber. Infelizmente o próprio site da UNEB (assim como o da UERJ) não possui uma página sobre este curso ou sobre suas atividades, dificultando a divulgação sobre ele no nosso site. Só passamos a divulgar mais o curso da UERJ, por exemplo, quando o Instituto Brasileiro de Pesquisas Arqueológicas nos informou do começo das atividades no início deste ano.

      Agora que você falou, dei uma procurada e descobri algumas poucas noticias de jornais locais. Já atualizei a página confirmando o curso da UNEB, e outro possível curso da UNESP.

      Portanto, obrigado por informar! Se for possível, nos envie mais informações sobre o curso. Assim podemos postar uma matéria com mais informações no site sobre o novo curso de Paulo Afonso =)

      Abraços

  7. e quanto as especializações (graduação + especialização em arqueologia), não habilitam o profissional como arqueólogo.

    • Olá, Lucas. Seguindo a norma de regulamentação da profissão de arqueólogo, atualmente em discussão, apenas cursos como os citados no texto habilitam um profissional como arqueólogo. As especializações em arqueologia ou áreas afins não fornecem as cargas teóricas e práticas de pesquisa necessárias, e portanto, mal entram nesta discussão.

  8. Olá amigos. Sou formada em história, e gostaria de saber se eu fizer pós graduação em arqueologia- Lato sensu na Unisa, eu tenho o titulo de arqueologa, ou uma historiadora com especialização em arqueologia? Em SP não tem graduação em arqueologia, e mestrado só na USP. Obrigada.

    • Olá, Priscila. Nenhuma especialização lhe dará título de arqueóloga. Infelizmente a graduação não existe no estado de SP. O ideal seria fazer uma graduação em arqueologia mesmo. Mas se não qusier sair de SP e nem fazer outra graduação o mais recomendado é fazer o mestrado em arqueologia da USP.

      Abraços!

  9. Olá!
    Eu vou começar o curso de farmácia este ano, porém sempre tive um grande interesse pelas ciências arqueológicas. Gostaria de saber se há alguma forma de relacionar as duas profissões, como trabalhando em bioarqueologia, e também gostaria de saber como posso trabalhar nessa área. Obrigada!

    • Olá, Diana!
      Existem alguns meios de tentar relacionar as disciplinas da farmácia com a bioarqueologia sim. Algumas disciplinas como anatomia humana é base essencial para bioarqueologia, assim como patologia, no estudos de paleopatógenos. Alguns cursos de farmácia tem disciplinas de evolução e genética, que podem ajudar muito em estudos de arqueogenética. Parasitologia humana e disciplinas da química farmacêutica são essenciais para estudos de arqueoparasitologia. Veja o último vídeo do Arqueologia em Ação, onde entrevistamos a Mestre Johnica Morrow sobre este assunto.

      Se você tem interesse em arqueologia e gostaria de trabalhar na área, o mais indiciado é realmente prestar uma graduação em arqueologia. O curso de farmácia iria te ajudar, principalmente, se você quiser trabalhar com arqueoparasitologia. De fato, são pouquíssimos arqueólogos brasileiros que trabalham nessa área. Menos de 10, talvez? Não sei se algum deles é especializado nessa área, especificamente, ou só trabalham com isso eventualmente. Precisamos urgentemente de mais pesquisadores especializados nessa área. Aí sim, nesse caso, a melhor opção seria cursar farmácia e posteriormente prestar um mestrado em arqueologia. Nenhum curso de arqueologia te daria experiência suficiente pra você se especializar nessa área de parasitologia.

      Se for pra seguir outra área, como bioarqueologia de modo geral, aí a melhor opção é realmente cursar arqueologia mesmo.

      Espero ter ajudado =)

  10. Olá! A Unisa, Universidade de Santo Amaro localizada em SP, oferece o curso de pós graduação (Lato Sensu) em arqueologia está não consta na lista, gostaria de saber o motivo.

    • Olá, Sasha.

      Estamos cientes de todos os cursos de especialização no país (Alguns inclusive intitulados como “arqueologia preventiva”). Fato é que esses cursos repercutem negativamente entre pesquisadores brasileiros, de modo geral, pois o objetivo de muitos deles é formar simples técnicos para trabalhar na arqueologia preventiva. Não é o caso de todos, é claro. Contudo, é consenso que as especializações não propiciam um ensino de qualidade suficiente para a formação de um arqueólogo, pois a carga horária teórica dos cursos é extremamente reduzida (em comparação a uma graduação) e tampouco há experiência suficiente de campo e laboratório, ou de pesquisa científica de modo geral (em comparação com uma graduação, ou pós strictu sensu).

      Inclusive, de acordo com as normas de regulamentação da profissão de arqueólogo (atualmente em processo de validação) pessoas que cursaram apenas as especializações não são consideradas. Isso se deve justamente à falta de conhecimento teórico e experiência prática de pesquisa destas pessoas. Daí a importância de cursar uma graduação e/ou mestrado e/ou doutorado em Arqueologia.

      Logo, de modo a incentivar os interessados da área a se formarem apropriadamente, não consideramos as especializações na nossa lista.

      Abraços.

      • Olá Juca, desde já agradeço suas considerações, minha dúvida era somente em relação a esta instituição citada em torno de sua regularização mediante aos órgãos competentes, de fato a Graduação , Mestrado e Doutorado possuem um aprofundamento acadêmico de maior importância que uma especialização.
        Mais uma vez obrigada!

  11. Olá Juca, sou licenciado em Letras -Língua Portuguesa e gostaria de saber se com esta licenciatura tenho chances de ingressar em um mestrado de arqueologia? Ou seria mais viável fazer a graduação em arqueologia? O que você acha da junção das ciências linguísticas e arqueológicas? Abraços!

    • Olá, Fernando! Eu acho que junção da linguística com a arqueologia é ótima. Existem abordagens da linguística que são bem aplicadas aos estudos arqueológicos, e no Brasil isso ainda é meio raro. Para estudos de transmissão cultural a linguística tem se mostrado excelente em suas abordagens, as quais algumas podem ser aplicadas em contextos pré-históricos. Eu sempre acho que uma graduação vai dar uma melhor formação à qualquer pessoa, assim como em qualquer outra formação. NO entanto, é compreensível que nem todos queiram passar mais 4 ou 5 anos numa graduação, e existem, ainda poucas graduações pelo Brasil. Aí caberia a você fazer um mestrado consciente de que você deverá realizar um esforço bem maior para aprender muita coisa por conta própria. Afinal, no mestrado você faz poucas disciplinas, e não necessariamente irá aprender muito sobre práticas de campo e laboratório.

      Abraços

  12. Olá, boa noite. Faço faculdade de história e no fim do ano estarei terminando. Tenho muito interesse em ingressar no campo de arqueologia. Porém tenho encontrado muita dificuldade sobre como me tornar arqueóloga. Pelo visto, após a graduação de história teria que fazer uma pós, pois a especialização não concede o título. Moro no Espírito Santo, gostaria de saber quais faculdades da região sudeste oferecem a pós graduação. Desde já agradeço.

    • Olá, Camila. A lista de cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) está descrita no texto. Basta clicar no nome da universidade e você será diretamente redirecionada ao site do curso. Na região sudeste você pode fazer seu mestrado na USP, na UFRJ, ou na UFMG.

      Abraços

  13. Olá. sou bacharelada em turismo, pós graduada em Docência do Ensino Superior e tenho licenciatura em História. Minha paixão é a História, principalmente a Pré História. Eu poderia fazer uma especialização em Arqueologia para trabalhar na área? Teria muitas limitações por não ser bacharelada em Arqueologia?
    Amo pesquisa e sou louca por estudos.

    • Olá, Fer.

      De acordo com as normas de regulamentação que estão sendo aprovadas, nenhuma especialização lhe dará o título de arqueóloga. A maioria dos concursos atualmente exigem graduação em arqueologia e/ou mestrado e doutorado em arqueologia.

      Os estudos de arqueologia têm um caráter muito mais científico do que os de história. Estudos específicos da pré-história acabam sendo mais complexos, já que a documentação é menor do que na arqueologia histórica. Logo, se é de seu interesse ser uma pesquisadora de arqueologia pré-histórica, recomendo que procure fazer um mestrado em arqueologia com projeto voltado à área pré-histórica.

      Abraços!

  14. Boa noite,gostaria de saber se eu fizer uma faculdade de geologia ou historia,eu poderia esta fazendo logo em seguida uma graduaçao em arqueologia.Quero tambem ressaltar que moro em minas gerais e tenho como desejo trabalho em campo e não possui muitas informaçoes sobre tal profissao. Muito obrigado pela atençao.

    • Olá, Beatriz! Você, com certeza, pode fazer outra graduação antes de fazer uma graduação em arqueologia. A graduação em geologia fornecerá muito mais conhecimento de metodologia científica do que história, principalmente no que se refere às etapas de pesquisas em campo. Se for de sua vontade, existe tanto a graduação quanto a graduação em Antropologia (com direcionamento à arqueologia) na UFMG. Veja as outras opções na lista de cursos citados no texto.

      Não entendi o que você quis dizer com “não possui muitas informações sobre tal profissão”. Não existem arqueólogos de campo ou arqueólogos de laboratório. Todos os arqueólogos vão a campo, cada um realizando funções referentes a sua posição e especialidade. Os profissionais da área que APENAS vão para campo são alguns daqueles que optam por manter uma carreira na Arqueologia Preventiva. Existem, basicamente, 2 tipos de profissionais que apenas trabalham em campo:

      1 – O técnico em arqueologia, que é apenas uma pessoa com conhecimento básico e experiência de métodos e técnicas de escavação e reconhecimento de vestígios arqueológicos;
      2 – O arqueólogo, que coordena e lidera equipes inteiras durante prospecções e escavações de sítios arqueológicos. No entanto, este arqueólogo também é responsável pela elaboração de relatórios, produção de mapas, processamento de dados obtidos, etc. Ou seja, o trabalho desta pessoa não se resume APENAS ao campo, mesmo que não seja ela quem vá analisar o material escavado.

      Abraços

  15. Bom dia, sou formado em administração e venho considerando em fazer a pós-graduação em arqueologia. Vi que você enfatizou bastante a importância da graduação, mas no momento não tenho como estudar por 4-5 anos, então como eu poderia fazer para ter uma boa base de conhecimento? E também gostaria de saber como é o mercado de trabalho no brasil.
    Desde já agradeço.

    • Oi, Carlos.

      Neste caso a opção mais recomendada é ir direto para a pós-graduação. Para ter uma boa base de conhecimento você terá que fazer um mestrado, e até mesmo um doutorado se quiser. No entanto, vai depender muita mais de sua competência e força de vontade pessoal para cursar mais do que as disciplinas obrigatórias, para realizar estágios em diversas áreas da arqueologia, correr atrás de novas experiências e etc. Vai depender muito mais de você além daquilo que lhe será ensinado.

      Mercado de trabalho para arqueólogos é bem grande. Ainda falta muitos bons profissionais. Infelizmente, são poucos arqueólogos atuando no Brasil, e geralmente os que possuem melhores bases de formação acabam optando por permanecer na academia, e raramente atuam em empresas de arqueologia.

      Necessário lembrar que este mercado de trabalho (a maioria das empresas), atualmente, parecem estar favorecendo a contratação de profissionais com graduação em arqueologia, ou com doutorado em arqueologia.

      Espero ter ajudado. Abraços!

  16. Bom dia caro JUCA

    Eu sou psicóloga e tenho trabalhado no ramo por muitos anos. Falo o Inglês, frances, espanhol, e um pouco de grego. Tenho conhecimento sobre história, antropologia, geologia, e o que mais me interessa é sobre arqueologia Megalítica e a arqueologia proibida.
    Porém o gosto da arqueologia sempre ficou para o dia de amanhã. O que eu quero saber se o diploma de bacharel ou mestrado em arqueologia do Brasil, me permite ir em qualquer pais, e pedir autorização de escavação num lugar qualquer (“com vestígios”); como também obter verbas para tais obras deste pais ou fundações, etc. Não tenho interesse de conseguir emprego, ou lecionar, o eu quero mesmo é escavar terrenos, sítios, valas, grutas e ruinas submarinas.

    Como o título de arqueólogo brasileiro funciona neste tipo de ação ?????
    Agradeceria muito a sua resposta.

    Dina

    • Olá, Dina.

      Me preocupa saber deste interesse na tal “Arqueologia Proibida”. Este termo tem sido utilizado por pseudo-pesquisadores para fazer diversos tipos de sensacionalismo com a arqueologia. No Brasil estudo de megalitismo são mais raros, pois quase não existem sítios megalíticos aqui. Só conheço mesmo os do Amapá.

      Sobre as escavações, isso depende da regulamentação de cada país. Aqui no Brasil a profissão ainda está em fase de regulamentação, e só podem escavar profissionais vinculados a instituições de pesquisa (museus, universidades, empresas de arqueologia, etc).

      Em Portugal, por exemplo, você precisa ter a graduação e pelo menos mais alguns anos de experiência junto a outros profissionais. Na Inglaterra apenas doutores podem coordenar escavações. Ou seja, isso não é nada simples. A lei é rígida, e os arqueólogos devem ter uma ética e entendimento que o patrimônio arqueológico NÃO É renovável. Uma vez que alguém escava tem que estar consciente que está destruindo o patrimônio. E apenas profissionais de excelência, com boa formação e maturidade, são capazes de coordenar uma escavação arqueológica e produzir bons frutos para o conhecimento científico.

      Você disse que não quer arranjar emprego ou lecionar, mas veja bem: a maior responsabilidade de um arqueólogo ao realizar uma pesquisa é divulgar este conhecimento ao púbico em geral. Nenhuma pesquisa arqueológica se resuma em apenas escavar! São necessários meses ou anos de análise dos materiais escavados no laboratório, produção de relatórios e artigos científicos com os resultados, interpretações e discussões, etc. Entenda: Arqueologia é uma ciência! Ela não é, e nunca deve ser, um simples hobbie. Muitos (talvez a maioria dos estudantes) acabam entrando na arqueologia com esta mesma visão romântica (eu mesmo, por exemplo). Alguns se decepcionam e desistem, mas a maioria percebe a importância disso e passam a gostar ainda mais da arqueologia.

      Espero ter ajudado. Estou a disposição para quaisquer duvidas.

      Abraços!

      • Ola JUCA

        Obrigado por me responder.
        Procuro não enrolar nas palavras que podem conduzir a confusão, mas vou tentar ser esclarecedora por pontos e dar minha visão no assunto.

        A Arqueologia proibida foi designada por estudiosos e uma elite de expertos, de profundo conhecimento da vanguarda na arqueologia, especializado no conhecimento de escrituras mortas, e ciências colaterais, criando novas hipóteses, e elucidado milhares de evidencias que contradizem as antigas, tradicionais e ortodoxas teorias; e que infelizmente ainda ensinam nas universidades. Muito embora estas teorias já estejam ultrapassadas a muito tempo, e por falta de reflexões críticas e verbas para aprofundar as investigações, a arqueologia oficial é uma ciência “Paleontológica de antiquada”.

        O arqueólogo tradicional evita de se aprofundar no assunto evocados e estudar seriamente qualquer questão crítica ou contraditória, e tentam escapar pelos canteiros, apelando ao único, fácil e rápido argumento da rejeição de que se trata de simples “sensacionalismo”, assim continuamos na ignorância e no preconceito sem sequer saber do que se trata realmente, e o que eles estão provando, seus argumentos, e milhares de evidencias. Sim, eu disse provando evidencias que as universidades e autoridades recusam de “divulgar” até mesmo escondendo, e desaparecendo com as provas.

        Assim estamos matando o passarinho dentro do ovo; e ficamos no lado da preguiça mental e no conformismo como segue a maioria, por medo de confrontar a verdade. Aderir a novas teorias pode ser dolorida, há riscos de perder os privilégios, de manter “empreguinho” e deixar de ser protegido pelas instituições. Estar na vanguarda é preciso muita coragem, determinação, esforços para manter a verdade cientifica custa o que custa. Isso não é para todos.

        Por razoes políticas, morais, religiosas, de prestigio do título, de preservar a notoriedade, e conservar empregos, os arqueólogos, historiadores, professores tentam desvalidar evidências e provas, ridicularizando –as porque não querem perder “sua expertise‘’ do assunto, e que no final podem acarretar a perca do seu emprego, como já aconteceu.
        Não é verdade? Se a ciência é neutra, o cientista não é.

        O alicerce da Arqueologia foi estabelecido na Europa nos anos 1800 +-, desde então, as teorias não evoluíram, e todas explicações de fatos, artefatos, megalíticos monumentos em volta do mundo inteiro nos quais estão acima da compreensão cientifica e tecnológica do momento para a maioria.
        Eles não conseguem dar uma utilidade ou proposito de tais monumento, artefatos ou instrumentos de alta tecnologia, no qual eles seguem na escapatória intelectual apelando a mais simples argumentação de que se trata de religião. Pois a religião é ilógica, mística e não é assunto de estudo, assim os fatos ficam esquecidos dormindo em relatórios dentro de uma gaveta do museu. Algumas vezes é divulgada exclusivamente só para arqueólogos da mesma ideologia, aplaudindo por confirmar as mesmas hipóteses e ignorando o resto mais importante.
        Como já disse a religião e cemitérios são assuntos proibidos; e isso ocorre milhares de vezes. Não é verdade ?

        Desculpe, mas a história e arqueologia são duas pernas que andam juntas levando o resto da ciência acima. Hoje história não é só documentação e registros, hoje existe a história e arqueologia EXPERIMENTAL, que leva a uma ciência mais CRITICA.

        Se você parar 100 pessoas na rua e perguntar: – Quem foi que descobriu o Brasil ? “
        A resposta será uma só : ‘” Pedro Alvarez Cabral, em 1500. Certo ?!!

        Errado, completamente errado. Sim, é isso que ensinam nas escolas AINDA.
        Porém há vestígios de Antropologia que os Africanos já imigraram e moravam no sul do Brasil. No México havia várias raças de humanoides já vivera há mais de 200 000 anos atrás, e não depois de 10 000 / 20 000 anos como nos ensinam. Já vieram os fenícios com judeus no Rio de Janeiro, os romanos deixaram barcos afundados na costa brasileira, provavelmente outras culturas já vieram também. É evidente que quando Cabral chegou no Brasil, já havia índios donos destas terras. Mas os dominadores europeus/ Português, ignoram esta realidade Proibida, e assumem que são donos das terras pelos descobridores, ou seja politicamente portuguesa.
        Você está vendo alguma parcialidade ai ??

        Caso você não saiba, existe (pequeno) calendário astronômico megalítico em Santa Catarina, no qual os ignorantes da ciência ainda não sabem interpretar os movimentos estrelares, e se limitam na solista e equinócios, noção que só 0, 001% da população mundial sabe do que se trata.

        Sim, existe pirâmides no Amazonas, tuneis subterrâneos do sitio Incas que sai do Peru até o Brasil, e geoglifos no estado de Acre, vários petroglifos em vários estados do Brasil, etc..
        O problema maior e mais grave é justamente esse que está sendo demostrado agora:
        O estudo arqueológico brasileiro é limitadíssimo a um especifico, único e isolado sitio, com referências culturais extremamente locais, apontado ao responsável a uma cultura que morra mais perto da zona. Além disso, estão jogando com os mesmos esquemas viciados de interpretação, a mesma estereotipia de pensamentos, totalmente incapacitados de ver mais longe e mais acima do que a cova que se escava.

        A arqueologia proibida tenta conectar culturas no mundo inteiro sem fronteiras ou limitações de curto termo, ou restritas áreas geográficas.
        Por exemplo um tipo escritura foi descoberto na Ilha de Pascoa que é semelhante a uma escritura conhecida (mas não interpretada) no Paquistão. O faraó Ramsés II usou cocaína antes de morrer no qual só cultivava no México. Explique isso.

        A tecnologia de pontas de fechas do sílex, ou pigmentos usados na Pré- história da França, é o mesmo na Malta, na Austrália, na Argentina, e mais ainda. Porém arqueólogos e historiadores ainda insistem (na mentira, ou por ignorância dos fatos) a dizer que esses povos não tinham contato nenhum antes da colonização europeia nas Américas.
        Eu não preciso ouvir isso ainda de professores.
        Exemplos Etnológicos e propagação cultural como esses, existem milhares para serem citados, mas não são ensinados nas escolas.
        Eu não tenho interesse de brincar o quebra-cabeça com um vaso de cerâmica no fundo de um poço, mas sim abrir os olhos para monumento gigantescos como as pirâmides de Bósnia, da China, mega- estruturas da Rússia, o Stonehenge, Obeliscos de Karnac de França, os círculos gigantescos da África, a Atlântida, os Lamúrias, e muito mais.

        Os antigos arqueólogos eram financiados por reis, ou perseguidores de tesouros que vendiam as escondidas artefatos para enriquecerem rápido e de interesse privado, muitos eram charlatões. Havia muitos tipos “India Jomes” improvisados na arqueologia. Eles não tinham nenhum interesse na preservação de monumentos dos “primitivos povos defuntos” e que a maioria das pessoas nem sequer sabe da existência. Ai porque faziam tanto tipo de destruições, sem escrúpulos durante 150 anos. Hoje os governos querem remediar a situação. Hummm !!

        Hoje a arqueologia (ou deveria) ter sofisticados métodos de estudo e analise para proceder a escavação bem antes de dar a primeira peltada.
        Se você algum momento viu a arqueologia como hobbies, aventura romântica, é não como ciência; eu nunca pensei nisso. Eu já estudo a arqueologia há muitos anos fora das universidades. O que a universidade poderia TALVEZ é dar a autorização de escavação de sitio arqueológicos, em terra, em oceano, ou por ar, mas na qual se deve obter licença e verbas para iniciar tais obras.

        Contudo, eu ainda vejo a arqueologia ensinada como atrasada ciência, pobre em tecnologia avançada, com falta de comprovação, tais como a datação geográfica, datação por carbono 14, DNA, comparação de culturas através do mundo inteiro para traçar os movimentos imigratórios humanos, a flora e fauna que coabitavam, etc. Se deveria ter um forte conhecimento de biologia, genética, evolução, astronomia, geologia, paleontologia, etnologia, linguística, física, antropologia, geografia, e forte conhecimento de línguas, história escritas e muito mais.

        Para mim, estar preso num emprego associado a Universidade, museus, etc., não significa de modo nenhum divulgar TUAS pesquisas, muito ao contrário, isso quer dizer que as Universidade, instituições vão te IMPEDIR de divulgar ou comentar as suas descobertas, para não se desfazer das velhas crenças cientificas, ou cair no conhecimento público. Outras instituições criam até sociedade secretas de arqueologia para monopolizar conhecimentos.
        Daí o porquê da Arqueologia proibida. Ai sim, é preciso ser um grande aventureiro para aceitar os desafios, os ataques preconceituosos ou políticos para que você cale a boca, e ter risco de “perder seu emprego”.
        O dilema está nisso, você quer defender a tua ciência e a verdade, ou teu emprego ????

        A arqueologia é Proibida pelo sistema de controle de massas que pretende manter nos na ignorância, na posição de jamais colocar em questão todas as idiotices e contradições que se aprende na escola. As instituições te ensinam a obedecer cegamente preceitos, te reprendem para manter–se submisso a seus ditames; onde se permite apenas assimilar e repetir as informações das autoridades vigentes e JAMAIS questiona-las (isso não parece até religião?) As universidades não ensinam a ser o LIVRE Pensador, ensinam a ser um tecnocrata para exercer empregos como escravos, e a perpetuar a falta de crítica e pensamento inovador, sobretudo dependentes do vão te permitem a divulgar. Caso você deve saber que existe muito encobrimento de descobertas, controle de informações de todo o gênero e pressões para que você seja um cidadão “razoável.”

        Veja um exemplo de um sitio arqueológico submergido no Oceano entre Índia e Paquistão da antiga e legendaria cidade (que nunca existiu para os arqueólogos); Dwarka cidade do ( Deus) Khrisna: 32,000 Year Old Alien City Discovered in India (Desculpe só em Inglês.)

        A história nos diz que a civilização iniciou a 5000 anos na Mesopotâmia, pelos Sumerianos, será???
        Antes de criticar a vanguarda cientifica e inovadora, ou descartar sem nenhuma analise antecipada ou (queimando livros), seria mais razoável de ler, ouvir as novas teorias, aprender, analisar, comparar, investigar mais a fundo; e não evita-las por lorotas cozidas que dão no prato pronto para ser engolido.

        Eu não pretendo me limitar a executar a arqueologia só no BRASIL, o planeta é bastante vasto para ter limitações.

        Estou buscando uma universidade com aberturas de espirito para apoiar investigações mais sofisticadas, afim de não perder meu tempo em conhecimentos ultrapassados, e não provam nada, estão estagnados. No meu conhecimento a única Universidade especializada na arqueologia megalítica, fica na Escócia, University of Leicester.

        Eu pergunto, o que as Universidades ai no Brasil podem oferecer como base a arqueologia, pois pretendo me especializar posteriormente em outra universidade de domínio as estruturas megalíticas, provavelmente mais velhas que 400 000 anos de antiguidade.

        Tenha um bom dia.
        Dina

      • Olá, Dina.

        Acabei de ler todo o seu longo texto. Prefiro não discutir demais as coisas que você comentou que você acha que são “comprovadas”, afinal não existem evidências que comprovem ou descomprovem qualquer coisa. Só lhe digo que a arqueologia não é nem de perto isso que você imagina.

        Se você tem interesse de verdade pela arqueologia, procure fazer um curso de graduação em arqueologia. Se você gosta mesmo desses assunto mais polêmicos e (desculpe a sinceridade) sensacionalistas, você conhecerá várias pesquisas sérias, realizadas por profissionais de verdade, que também são questionadas! E é claro, a mídia acaba fazendo muito sensacionalismo em cima (mas pelo menos são pesquisas sérias).

        De fato, existem arqueólogos que tem dificuldade em aceitar algumas coisas, mas as evidências estão aí para serem discutidas. NENHUM arqueólogo deixa de divulgar informações de suas pesquisas. Nós somos obrigados a divulgar todos os nossos resultados de pesquisa. Se nossos dados são contrários ao que se acreditava anteriormente, isso não é problema. Ninguém perde o emprego por causa disso! No Brasil, por exemplo, estes pesquisadores são todos concursados (ou seja, os arqueólogos do meio acadêmico não tem um chefe, um patrão). Em outras palavras, os pesquisadores só perdem seus empregos se for por vontade própria, ou por problemas muito graves (como crimes). Os pesquisadores são LIVRES para divulgarem qualquer resultado de suas pesquisas.

        Sinto lhe informar que evidências sobre a maioria das coisas que você citou aí… estas não existem mesmo. Sabemos que os seres humanos habitaram, sim, o nosso continente há pelo menos 20mil anos, e não há 14mil anos como se pensava antes. Sim, existem geoglifos no Acre, Rondonia e na Bolivia Amazônica! Sim existem sítio megalíticos no Amapá! Os Vikings chegaram na América séculos antes de Colombo! De fato, tem muita coisa que foi descoberta nas últimas décadas e que já existem inúmeras evidências, mas que antes não passavam de meras hipóteses! Assim fazemos ciência, testando e comprovando hipóteses. E não fazemos arqueologia com evidências pobres em informação, vestígios questionáveis, ou até mesmo fraudes (infelizmente, muito comum entre amadores que tentam provar suas hipóteses a todo custo).

        A partir do momento que você passar a estudar arqueologia de verdade, realizada por pesquisadores com formação de qualidade, você entenderá que a arqueologia é uma ciência muito mais avançada do que você imagina. Ela dialoga diretamente com as biociências, geociências, e ciências exatas (além das humanas, é claro). Enquanto você continuar lendo “arqueologia proibida” e demais textos produzidos por amadores você entenderá que a arqueologia não é ultrapassada como suas leituras levam a crer, muito provavelmente por que esses amadores são demasiadamente ultrapassados! Nem sequer sabem que algumas coisas que eles falam já foram desmentidas, ou até mesmo comprovadas pela ciência real. Você mesma citou uns exemplos aí que ninguém discute mais, pois, já foram sim comprovados. Uma simples leitura a um livro de arqueologia escrito por arqueólogos de verdade te ajudaria a saber isso.

        É muito fácil se impressionar com essas informações que possuem maior apelo. Afinal, é mais lucrativo transmitir informações mais sensacionalistas do que pesquisas sérias (consideradas muito chatas por essas pessoas).

        Por fim, quando você começar a cursar arqueologia você terá uma carga de aprendizado muito maior. Você pode até não concordar com as atuais hipóteses e modelos de interpretação sobre a evidências arqueológicas, mas pelo menos saberá defender aquilo que acredita. E até mesmo ser qualificada o suficiente para tentar comprovar aquilo que você acredita. Com certeza terá muita gente te apoiando! Espero que consiga.

        Acredito que você possa se interessar nesse texto de divulgação que escrevi um tempo atrás. Trata-se de pesquisas e dados que causaram polêmica, seja porque eram fraudes, seja porque os cientistas não querem acreditar na verdade. Link abaixo:

        https://arqueologiaeprehistoria.com/2014/12/27/arqueologia-questionavel-fraudes-equivocos-e-evidencias-confiaveis-mas-polemicas/

        Abraços!

      • Meu Deus a pessoa é psicóloga, trabalha no ramo por muitos anos. Fala Inglês, frances, espanhol, e um pouco de grego. Tem conhecimento sobre história, antropologia, geologia e bla bla bla bla bla bla faz um texto enooorme que não tem quem aguente ler, só mesmo o rapaz do blog que é uma pessoa paciente e inteligente ! É preciso muita paciência com o brasileiro kkkkk Só em ler o texto e algumas respostas que o blogueiro deu já esclareci todas as minhas duvidas! Acho que o que falta nas pessoas é bom senso , objetividade ao vir em um blog como esse e o mais triste observar que não sabem interpretar um texto e as respostas objetivas e claras desse blog! Desde já agradeço ao dono do blog por compartilhar seus conhecimentos e desejo-lhe mais paciência do que observei tem kkkkkk! Abraços!

  17. Olá! Meu nome é Gabriel,

    Eu curso biologia e tenho muita vontade de seguir as áreas da arqueologia/antropologia. Tenho a opção na minha faculdade de mudar de curso para um Bacharel em Ciências humanas e depois um aprofundamento optativo em Antropologia ou ciências sociais. Gostaria de saber qual seria o caminho mais indicado, na sua opinião, continuar a biologia ou mudar de curso? Tenho receio de não ter carga teórica suficiente na área de humanas e ter dificuldades na hora de tentar mestrado.

    Desde já agradeço!

    • Olá, Gabriel!

      Se o seu interesse for seguir uma carreira de pesquisador em arqueologia, e não seja possível mudar para uma graduação em arqueologia mesmo, creio que seja mais indicado permanecer na biologia. A variedade de conhecimento adquirido em disciplinas como zoologia, botânica, evolução, genética e até mesmo bioquimica contribuirão muito na aplicação das mesmas abordagens e métodos na arqueologia. Principalmente se você preferir seguir uma área de zooarqueologia, bioarqueologia, arqueobotânica, arquemetria, etc. As pessoas que vêm com uma base de formação nas áreas se humanas tem uma dificuldade imensa destes e outros métodos científicos (inclusive estatística). A carga teórica das humanas (principalmente da antropologia) você pode adquirir estudando para as provas de mestrado e no decorrer da pós-graduação.

      Já se você optar para seguir uma carreira em antropologia, apesar de eu não ser desta área, acho que é mais recomendado mudar para um curso de antropologia mesmo, ou de ciências sociais, pois são escolas extremamente diferentes da biologia… A não ser que você se siga numa carreira de bioantropologia. Só que aí bioarqueologia e bioantropologia são quase a mesma coisa, e você vai aprender muito mais através da própria arqueologia.

      Honestamente, do meu ponto de vista, os arqueólogos que mais se destacam atualmente no Brasil que NÃO possuem graduação em arqueologia, são justamente os que vieram da biologia! Assim como alguns que vieram da geologia. A maioria dos meus colegas de pós-graduação vieram da história, mas como eu disse, apresentam mais dificuldade na parte dos métodos científicos. Enquanto os demais que vieram da biologia não parecem ter grandes dificuldades para aprender as abordagens das humanas. Os que vem da arqueologia, então, tem se saído melhor ainda.

      Espero ter ajudado. Estamos a disposição!

      Abraços

  18. Bom dia,
    Sou formado em engenharia ambiental e trabalho em uma empresa de consultoria ambiental. Fui informado aqui que a demanda é realmente grande, e que tem faltado profissionais nessa área. Hoje em dia até alguns estudos de impactos ambientais pedem estudos arqueológicos. Me despertou interesse essa área. Será que em alguma dessas universidades citadas existe aquele lance de ser portador de diploma pra entrar?
    Obrigado e parabéns pelo site!

    • Bom dia, Danilo!

      Realmente a demanda é muito grande no Brasil. Nosso país precisa de muito mais arqueólogos trabalhando nessas empresas de consultoria. E ter alguém a engenharia cursando arqueologia seria fantástico, pois já um passo contra essa rixa atual entre engenheiros e arqueólogos (já que muitos engenheiros não fazem questão nenhuma de preservar o patrimônio…).
      Creio que a maioria desses cursos tenham essa opção de entrar como portador de diploma sim. Pessoalmente, sei que a PUC GO e a UFS têm! Acredito que as demais também.

      Abraços!

  19. Boa tarde!

    Sou formada em Ciências Biológicas com Mestrado em Ecologia. Estou interessada atualmente em Arqueologia. Pelo que li no texto tenho possibilidade de me especializar nessa área. Minhas perguntas: Existe algum curso de especialização recomendado para o RS, sem ser os cursos de Mestrado e Doutorado? E existe um conselho de classe específico para arqueólogo?

    Abraços,
    Gisele Rebelato

    • Olá, Gisele.

      O mais recomendado é que você faça um doutorado, pois especialização não te dará título de arqueóloga. Ainda não existe conselho de classe, pois a regulamentação da profissão está em processo de aprovação ainda.

      Abraços

  20. Olá Juca!
    Pelo visto, diferente dos demais que comentaram anteriormente na postagem – cuja grande maioria já tem uma formação – entrei na faculdade no início de 2015.
    Apesar de sonhar em cursar Arqueologia (motivado principalmente pela visão romantizada da profissão), iniciei os estudos em Engenharia Florestal em grande parte motivado pela dificuldade de sair de minha cidade, no interior do Mato Grosso, e também por dúvidas em relação à viabilidade de ingressar nesse ramo de estudos.
    Seria viável buscar de imediato o objetivo de me graduar em Arqueologia, ou valeria mais a pena primeiro obter uma formação em Eng. Florestal (não tenho noção se é possível alguma ligação entre os dois cursos) para só então buscar uma formação focada na Arqueologia?

    • Olá, Henrique!

      Infelizmente, não creio que tenha muita ligação entre os dois cursos. O mais viável seria, realmente, buscar a graduação em arqueologia. Ou então, se não for possível, uma graduação em um dos cursos citados no texto (geologia, biologia, antropologia, etc) pode ser uma solução, de modo que você vá se aprofundando na arqueologia posteriormente.

      Mas, caso você opte por permanecer na engenharia, nada lhe impede de buscar a arqueologia posteriormente, desde que você tenha muita dedicação.

      Abraços!

  21. Olá Juca,

    Você poderia me passar um valor médio que um arqueólogo ganha em um projeto de contrato, e o nível de currículo esperado, só para ter uma referência sobre o mercado de trabalho.
    E, se não for demais, se você tem algum conhecimento sobre o mercado de trabalho no exterior.

    Obrigado!

    • Olá Carlos. Como eu não trabalho com arqueologia preventiva não vou saber dizer os valores. Mas posso dizer que arqueólogos ganham bem em relação a outras profissões. afinal, exige uma boa formação. O valor depende mais do seu nível de formação desde graduado a doutor. Vai variar também se você tem formação de base em arqueologia ou em outras áreas.

      No exterior então, não sei mesmo te dizer…

  22. Oi Juca
    Eu sou formada na área de Biologia e trabalho com arqueologia como técnica de campo e laboratório desde 2007. Meu sonho é me formar arqueóloga mais como lei no blog a especialização que eu estava vendo na IAB não será o suficiente para tornar este sonho em realidade. No Oficio-Circular nº001/2013 do IPHAN, é e não é claro com os requisitos que pede para se tornar arqueólogo. Por favor, pode-me ajudar com alguma sugestão o que eu poço fazer para me tornar arqueóloga? Sendo que eu moro em Mato Grosso e por razoes familiares eu não posso optar por ir muito longe. Tenho alguma alternativa fora do Mestrado ou Doutorado? Tem como fazer um Mestrado em outro campo, tipo antropologia ou Ciências Sociais, com área de pesquisa na arqueologia? Para não ter que sair de Mato Grosso-Cuiabá. Minha experiência de trabalho conta para alguma coisa?
    Obrigada pela atenção e parabéns porque estava completamente perdida até que ache vocês.

    • Oi, Melvi!

      Entendo completamente sua situação. É uma pena que não existam ainda, cursos de graduação no MT, ou de pós em todo o Centro-Oeste. Mas veja bem: de acordo com a regulamentação da profissão (que ainda está em processo de aprovação em Brasília) você pode se tornar habilitada fazendo uma pós-graduação em área afim (como a própria biologia) desde que sua dissertação ou tese verse sobre arqueologia. Ou seja: Apesar de você não conseguir um título de arqueóloga, você tem o direito de exercer a profissão como arqueóloga, desde que você tenha realizado uma pesquisa em arqueologia no seu mestrado/doutorado. O único problema para conseguir fazer isso é encontrar um(a) orientador(a) que entenda um pouco de arqueologia em uma universidade do MT, mas principalmente, encontrar um pesquisador que cooriente a pesquisa (mesmo de longe) e que seja um(a) arqueólogo(a).

      Outra opção é tentar um mestrado em arquelogia mesmo, em outro estado. Você pode passar um tempo lá para assistir as disciplinas e cumprir as horas-aula que você é obrigada a cursar, e depois você retorna ao MT. Afinal, você pode realizar sua pesquisa no próprio MT, seja escavando sítios aí, ou analisando materiais de museus de aí.

      Independente disso, o primeiro passo é procurar um orientador de arqueologia, e discutir idéias de um projeto de pesquisa. Aí você vê se compensa mais ir para a universidade desse professor, ou fazer num curso alternativo no MT.

      Espero ter ajudado. Um grande abraço.

    • Sim. A história é tão importante quanto a ciência ou a filosofia. Historiadores podem, inclusive, realizar pesquisa científica. Mas a história em si não é uma área da ciência.

  23. Ola Juca, tudo bem?
    Esse ano eu termino minha graduação em turismo, mais eu sempre tive vontade mesmo em cursa na área de arqueologia, moro em São Paulo e esse ano vou prestar o enem, minha duvida é, qual universidade aceita a nota do enem? e existe alguma aqui em São Paulo ou na região sudeste que ofereça bacharelado nessa área?

    • Olá, Caroline. Creio que todas as universidades citadas no texto aceitam nota do ENEM. Na região sudeste, o único curso de arqueologia é o da UERJ, no Rio de Janeiro. Há também o curso de antropologia da UFMG, em Belo Horizonte, onde é possível seguir a linha de concentração em arqueologia.

  24. ola, eu sou formado em historia(licenciatura) eu poderia fazer mestrado e doutorado? e poderia ser chamado de arqueologo, agradeceria muito se me respondesse

    • Olá, Junior! Se você acha que não vale a pena fazer a graduação em arqueologia, você pode sim ir direto pro mestrado e doutorado. No entanto, é provável que você tenha um pouco mais de dificuldade na aplicação de métodos científicos. A maioria dos arqueólogos mais velhos são formados em história também. Ou seja, nada que um esforço pessoal para estudar mais não resolva!

      Abraços

      • vlw Juca, mas eu so ñ vou direto pra graduação pq eu moro no interior da bahia, ai to juntando um trocado para eu ir pra SP e fazer o mestrado e o doutorado na usp eu acho mais vantagem, ou vc acha q eu devia fazer a graduação ?

  25. Tenho interesse em um Mestrado em Arqueologia. Há alguns anos tive contato com a área, mas desconheço as novidades. É possível me enviar uma bibliografia atualizada para que eu me prepare para um eventual metrado na área?

    Obrigado

    • Olá, Thiago! Alguns dos cursos de pós graduação tem as referências bibliográficas sugeridas em seus editais para inscrição. Mas se você quer começar a ler desde já, sugiro a lista de referências do Museu Nacional:
      HODDER, Ian. 2001. Archaeological Theory Today. Polity Press.
      RENFREW, Colin; Paul Bahn. 1996. Archaeology. Theories, Methods and Practice. London, Thames & Hudson.
      TRIGGER, Bruce. 2004. História do Pensamento Arqueológico, São Paulo, Odysseus.
      WILLEY, Gordon & Jeremy Sabloff. 1993. A history of American Archaeology. San Francisco, W. H. Freeman.

      Outros livros que podem ajudar muito são:
      Classificação em Arqueologia, escrito por Robert Dunnel.
      The archaeologist’s Laboratory: The Analysis of archaeological data, escrito por Banning

      Caso tenha dificuldade para encontrar os livros, mande-nos um e-mail que lhe ajudaremos.

      Abraços!

  26. Olá amigo tudo bom , desculpa se já fizeram essa pergunta ……Tenho uma graduação em Ciencias Biologica , se eu fizer uma Pós + Mestrado + Doutorado em Arqueologia , somando tudo isso poderei dizer que sou um Arqueologo ou um Cientista Arqueologo….

    • Olá, Derik! Mestrado e doutorado são cursos de pós. Se você fizer qualquer um dois dois você terá um título de arqueólogo, com certeza. E como você vem das biológicas, não terá muita dificuldade na aplicação de métodos científicos em seu projeto de mestrado e/ou doutorado.

      Abraços!

      • Olá amigo …. é o caminho que seguirei …….valeu pele dica.

  27. Olá, obrigado pelas informações. Eu atualmente faço formação em biomedicina, existe a chance de fazer alguma pós que me encaminhe para a área de pesquisas arqueológica/paleontológicas? Valeu!

  28. Olá!!
    Vou prestar vestibular este ano para Arqueologia, moro no sul e estou em dúvida sobre em qual universidade seria melhor para mim. Eu gostaria de saber se você sabe se a FURG é conceituada na área, se lá tem ligações com universidades no exterior, estágios, e tudo mais. Também gostaria de saber se vale a pena cursar Antropologia com habilitação em Arqueologia (na UFPel ou na UFMG). O profissional formado neste curso é considerado arqueólogo? Na sua opinião, seria melhor cursar isto ou Arqueologia, ou não faz muita diferença?

    Agradeço desde já!!!

    • Olá, Diana.

      A FURG é sim conceituada! E alguns dos melhores jovens arqueólogos tem se formado lá. Atualmente, a FURG vem aumentando em quantidade e qualidade de professores. Além do mais, a FURG, desde 2009, tem formado uma parceria com a Universidade de Paris Nanterre X, graças ao arqueólogo francês Eric Boëda (que também pesquisa atualmente na Serra da Capivara, Piauí). Vale muito mais a pena cursar arqueologia na FURG. Na UFPel você provavelmente teria que fazer metade do curso em antropologia geral, para depois focar na arqueologia, o que dá uma formação mais fraca em arqueologia (outros podem discordar pelo fato da antropologia ser importante para a arqueologia). Mas a verdade é que eu, pessoalmente, não conheço nenhum arqueólogo formado pela UFPel ainda. Por outro lado, conheço vários formados pela FURG que estão atualmente realizando suas pesquisas de mestrado. 😉 Fica a minha dica!

      • Ok, muiyo obrigada Juca!! Com certeza isso vai me ajudar na minha escolha no final do ano 🙂

  29. Olá Juca!!
    Me desculpe se já te fizeram esta pergunta, mas gostaria de saber de você, se, na atualidade aqui no Brasil, está valendo a pena se dedicar a uma pós em arqueologia? Com sua experiência e conhecimentos acha que o mercado de trabalho anda gentil para os arqueólogos?
    Sou da História e a área é bem ingrata, de várias formas. Sempre tive vontade de atuar com pesquisa, mas dentro da História nunca consegui, por isso meu receio..
    Grata,
    Elisa.

    • Oi, Elisa. Você não é a primeira insatisfeita com a história. Muitos pós-graduandos em arqueologia são formados em história e compartilham da mesma insatisfação. No entanto, a arqueologia te dá muito espaço para pesquisa, sendo praticamente uma obrigação. Afinal, arqueologia é uma ciência. Portanto, há que ser um pesquisador.E é justamente isso que um mestrado ou doutorado em arqueologia vão te obrigar a fazer: PESQUISA.

      O mercado de trabalho tem muito espaço. Faltam arqueólogos no Brasil, principalmente bacharéis. Mas mesmo para historiadores, desde que possuam metrado ou doutorado em arqueologia, o mercado ainda é amplo. Espero ter ajudado.

      Abraços

  30. Olá, Como não sei a data da postagem desse tema, gostaria de saber se a USP em São Paulo já iniciou o curso de Arqueologia. Tenho interesse em cursá-lo pois moro em São Paulo.
    Grata
    Ligia

    • Olá, Ligia! O site está constantemente atualizado. A USP não tem mais previsão de abrir o curso, e provavelmente já descartaram os planos… (infelizmente). A opção mais próximo é a UERJ. No entanto, muitos paulistanos tem ido cursar na UFS.

      Abraços

    • Acabamos de saber sobre o curso que vai abrir na Unimes, em Santos. Veja a lista de cursos de novo. Você pode fazer o vestibular este ano!

  31. Saudações! Independente de minha graduação,eu posso realizar uma pós em Arqueologia? Estou me graduando em turismo…mas tb sou apaixonado por Arqueologia. Grato.

    • Com certeza, Gustavo! A arqueologia só tem a ganhar com projetos de turismo bem elaborados. Ou seja, que se preocupem com a divulgação do conhecimento arqueológico e preservação do patrimônio. Um belo projeto que envolva turismo pode se transformar num belo mestrado ou doutorado em arqueologia! Fica a dica.

      Abraços!

  32. Olá Pessoal, vocês esqueceram de incluir a UFPR. Há a opção de Graduação com Bacharelado em Antropologia e Arqueologia (a formação sai para as suas habilitações) e também a opção de mestrado neste mesmo formato.

    • Olá, Mayra. Nós não esquecemos. O fato é que não possuímos nenhuma informação a respeito disso. Se esse curso existe, então ele é novo. O site da universidade não tem nenhuma informação. Agradecemos o envio de informações oficiais, caso você possa nos enviar.

      Abraços

      • Seguindo informações sobre a linha de formação em Arqueologia da UFPR.

        Clique para acessar o Res81-10CEPEBacharelado1.pdf

        CEPA (Centro de pesquisas Arqueológicas): http://www.humanas.ufpr.br/portal/cepa/

        Linhas de pesquisa Mestrado, entre elas a linha de pesquisa em Arqueologia: http://www.humanas.ufpr.br/portal/antropologiasocial/linhas-de-pesquisa/

        Enfatizo que a UFPR possui anos de pesquisa da área de arqueologia, o CEPA foi fundado em 1956 e desde então tem uma relevante produção científica na área.

        Att

      • Olá, Mayra. Creio que são as mesmas informações que havia encontrado. No entanto, o curso de graduação em questão é de ciências sociais, e algumas disciplinas de arqueologia não formam um arqueólogo. Tampouco uma linha de pesquisa de pós-graduação. Nesses casos o profissional obterá uma titulação em ciências sociais e antropologia social, respectivamente. Não são, em nenhuma hipótese, cursos de arqueologia, ou com cursos com área de concentração (que também oferecem o titulo de arqueólogo), que são os cursos que formam arqueólogos de acordo com a regulamentação que circula na câmara para aprovação.

        Conhecemos sim a importância do CEPA e MAE-UFPR (inclusive eu estarei fazendo pesquisa lá ano que vem), mas infelizmente Curitiba ainda não abriu um curso de arqueologia. 😦 Tomara que abram o curso em breve.

  33. Olá, como vai?

    Ano que vem pretendo iniciar o curso de Bacharelado em Museologia pela UnB, o que me trouxe algumas dúvidas. Sei que a pergunta é um tanto quanto vaga, mas gostaria de saber se há possibilidade de ingresso num mestrado em arqueologia possuindo formação de museólogo. Será que direcionando eventuais pesquisas durante o curso, e as matérias optativas para uma vertente mais próxima do estudo arqueológico, antropológico e geológico, haveria possibilidade de aceitação num mestrado? Consultei o edital de seleção do programa de pós em Arqueologia pelo Museu Nacional/UFRJ, e o perfil exigido era muito vago: “portadores de diploma de graduação em arqueologia ou áreas afins”. Alguma opinião a respeito?

    Abraço!

    • Olá, Gustavo. É lógico que você pode fazer um mestrado em arqueologia. Aqui no Museu Nacional existem pouquissimos alunos que vieram da graduação em arqueologia. O projeto pode ser relativo à museologia sim, desde que ele se encaixe em uma das linhas de pesquisa descritas no site.

      Abraços.

      PS: A seleção pro Museu Nacional deve ocorrer no final de novembro. Só não puderam divulgar ainda.

  34. Olá! Muito elucidativo o texto, gostei.
    Bom, meu caso é o seguinte: sou formado em gestão ambiental (não trabalho na área) e atualmente querendo muito fazer arqueologia na UERJ, mas é algo que será bem sacrificante de certa maneira. Enfim… Considerei fazer a pós, pelas muitas vantagens para mim. Mas ao mesmo tempo acho que com uma graduação feita “nas coxas” como fiz (inicialmente fiz apenas pelo diploma, então minha CR não é das melhores), não teria cacife nem pra tentar a seleção do mestrado da UFRJ. Vi aqui que nem vale fazer a especialização, mas fico com receio de tentar esse mestrado, já que nunca tive contato com a área antes e ficar em uma desvantagem irremediável… No meu caso, pela sua experiência, você avaliaria como: “melhor fazer a graduação ou nem tente” – ou não?
    Bastaria eu digerir por conta própria, por exemplo, a bibliografia recomendada no edital? Mas e a parte prática, não é importante saber pelo menos o mínimo? A especialização não valeria então sequer a título de introdução muito básica – obviamente não pelo diploma?

    Obrigado.

    • Oi, Si.

      Então, se você não se sente preparado para o mestrado, talvez a graduação seja o caminho melhor. Eu não recomendo as especializações em nenhum caso, pois a maioria volta o ensino à arqueologia feita por empresas de contrato, e não a acadêmica (que não deveriam ser diferentes, mas infelizmente são). Logo, talvez o melhor seja realmente entrar na graduação em arqueologia (o processo deve ser mais simples pra quem já tem diploma), e no momento que você achar que você já tem a base bem aprendida, você pode trancar a graduação e ir pro mestrado. Nada te impede de tentar logo o mestrado também, mas a dedicação será muito maior para aprender muita coisa por conta própria. Espero que você opte pela arqueologia de alguma forma, pois ainda somos poucos arqueólogos no Brasil.

      Abraços

  35. Olá JuCa!

    Li todos os comentários para ter certeza de que não estarei sendo repetitivo…

    A minha questão é se você vê relações entre Produção Audiovisual e a Arqueologia! E qual seria o mais indicado a ser feito ?

    Já tenho experiencia com audiovisual e gostaria de trabalhar com arqueologia, mas apenas registrar, mas entender, também pesquisar, etc..

    E aí, será que cola ? rsrs

    Abraço!

    • Oi, Rafael! Projetos de extroversão da arqueologia para o público, seja por meio de livros, revistas e produções audiovisuais são sempre bem vindos na maioria dos programas de pó-graduação em arqueologia do país. Vale a pena tentar. Te convido para conhecer nosso projeto de produção audiovisual: Arqueologia em Ação. Fora os episódios já lançados, temos mais 3 aguardando para serem editados. Segue o link: https://arqueologiaeprehistoria.com/projeto-arqueologia-em-acao/

  36. Olá!
    Estou no terceiro ano do Ensino Médio e em breve estarei prestando vestibular. Eu moro no Rio Grande do Sul e em breve estarei me mudando para Porto Velho – RO morar com meu pai. Pesquisando os cursos de graduação na cidade, notei que a UNIR disponibiliza o curso de Arqueologia que me despertou muito a atenção. Entretanto, tenho receio sobre o mercado de trabalho e a questão salarial, pois tenho a visão que a Arqueologia é bem restrita no Brasil, além de ter pouca chance de progresso. Gostaria de saber se eu estaria certa sobre minha observação e se você tem alguma recomendação para quem quer adentrar na área.
    Desde já, grata pela atenção.

    • Olá, Milena! A arqueologia não é restrita no Brasil. O que acontece é que, infelizmente, existem poucos profissionais na área e, portanto, não se vê muitos arqueólogos atuando por aí. O salário de um arqueólogo depende do trabalho. EM departamentos de ensino e pesquisa o salário inicial varia de 4 mil a 10 mil por mês, dependendo do nível de formação (mestrado ou doutorado) e do próprio local. Em arqueologia preventiva depende também da sua formação, e varia muito de empresa para empresa. O salário costuma ser bom para bons profissionais, mesmo que tenham apenas a graduação completa.

      Minha recomendação é que pare de se preocupar em falta de trabalho ou salário baixo. Praticamente não existe concorrência, pois somos poucos arqueólogos no Brasil ainda. Se você se dedicar muito durante a graduação sempre haverá possibilidades de adentrar no mercado de trabalho, apesar que a maioria dos bons acabam preferindo fazer um mestrado e doutorado e continuar na carreira acadêmica, pois tem um futuro mais estável e produtivo cientificamente, fazendo eventuais serviços em empresas apenas para bancar os estudos até obterem seu doutorado. De todo modo, não tenha medo. Para pessoas dedicadas a arqueologia é sensacional, em todos os sentidos.

      Abraços

  37. Sou formada rm nutrição, mas tenho paixão por arqueologia, desde a infância onde eu nem sabia que era uma profissão. Qual o melhor caminho a seguir, uma nica graduação ou um mestrado na área? Sou de Curitiba.

    • Olá, Lilian.

      Devo ser sincero, pois acho que haverá um pouco mais de dificuldade em ir direto pro mestrado, pois nutrição e arqueologia são áreas bem diferentes (não que você não possa aplicar seus conhecimentos em estudos arqueológicos). Você pode até tentar um projeto de mestrado que relacione o que você sabe com arqueologia, mais ainda assim precisaria de um pouco de experiência com relação aos vestígios alimentares (arqueobotânica e zooarqueologia). Se você achar que vale a pena encarar uma graduação nova, vá em frente. Com certeza seria a melhor opção, pois aí sim você estaria mais preparada.

      Abraços

  38. Arqueologia… Uma grande paixão!!! Como eu gostaria de realizá-lá, nem que fosse no final da vida… Me tornei professora por erro de percurso, mas bem por falta de opção e dinheiro, e mesmo fazendo muito bem o meu trabalho, este nunca foi o meu sonho. Sempre quando vejo ou ouço qualquer coisa sobre arqueologia, meu coração ainda bate forte.

    • Adorei seu entusiasmo, Flaviana! Como professora, você deve entender que nunca é tarde para o aprendizado, correto? Corra atrás do seu sonho! Conte com nosso apoio!

  39. Prezado Juca. Gostei muito da sua página. Sou Bibliotecário c/ Mestrado e Doutorado na área de Política Científica e Tecnológica. Desde criança me interesso pelo tema da arqueologia (Indiana Jones ajudou bastante) e ao longo dos anos tive oportunidade de visitar diversos sítios importantes (Europa e Oriente Médio). No entanto após uma visita que fiz ano passado as ruínas de Troia meu interesse voltou com força. Atuo na área de informação agrícola e alguns temas como Geoglifos e Terra Preta de índio tem alimentado ainda mais meu interesse…Você conhece algum bibliotecário arqueólogo? Estou querendo fazer uma especialização online no Instituto de Tomar (Portugal)…Você já ouviu falar?

    • Olá, Ricardo! Não conheço nenhum bibliotecário arqueólogo. Apenas bibliotecários que possuem vasto conhecimento bibliográfico na área (o que já é um excelente ponto de partida para se tornar um bom arqueólogo). Instituo de Tomar é conhecido sim, mas infelizmente não sei dizer se é bom ou não. Infelizmente não tenho muito conhecimento sobre nossos colegas portugueses (ainda!).

      O que posso dizer é que, infelizmente, especializações não são suficientes para formar arqueólogos (pelo menos não no Brasil). Aqui o Mestrado vale muito mais a pena, e dependendo do tema que você tiver interesse, nossas universidades tem total capacidade para possuir um discente bibliotecário com grande interesse em se tronar arqueólogo. Me desculpe por não saber lhe informar sobre o ensino em Portugal. Ainda precisamos dialogar com colegas de lá para colocar informações no site.

      Abraços

  40. Olá,
    Sou graduanda em História pela Unesp. Gostaria muito de seguir a carreira tanto de pesquisadora como profissional em arqueologia. Percebi que meu caminho mais viável seria através de um mestrado na área e eu esperava tentar um pela USP, no MAE, porém pelas informações que procurei surgiu algumas dúvidas: essa pós-graduação na USP é um estilo de mestrado ou não? Porque percebi que para tentar inscrever-se requer alguns requisitos básicos em arqueologia que eu não possuo e de que não sei como eu conseguiria. A USP não disponibiliza mestrado nessa área?

    • Oi, Letícia! É mestrado sim! Inclusive obtive o meu mestrado lá. E tem doutorado também. O que acontece é que a pós-graduação (mestrado e doutorado) são mais voltadas à pesquisa do que ao ensino. Portanto, você já deve chegar com uma boa noção sobre a arqueologia. Para ingressar você já deve ter contato com um professor do MAE-USP, de preferência alguém que tenha experiência na área específica que você quer pesquisar, para que ele lhe oriente e te ajude a elaborar um projeto de pesquisa. Você também tem que fazer uma prova de inglês e uma prova de conhecimentos em arqueologia. Existe uma lista de textos para você ler antes de fazer essa prova (e a lista do MAE-USP é bem exagerada…). Como você se graduou em história, naturalmente terá um pouco mais de dificuldade com relação a outros ingressos graduados em arqueologia, mas nada que o seu esforço e garra de vontade não possam te colocar lá dentro também. De fato, como não existe graduação em arqueologia no estado de SP, a maioria esmagadora dos alunos de mestrado no MAE-USP são, na verdade, historiadores. E nem todos tiveram alguma experiência anterior na área. Afinal, o que conta é o conhecimento teórico (leitura) para fazer a prova.

      Não existem outros requisitos além de possuir um conhecimento básico sobre arqueologia, mas quanto mais experiência você tiver melhor. Isso você pode obter através de:

      1 – Leitura. Muita leitura. A lista de bibliografia do mestrado do Museu Nacional da UFRJ é bem menor, e ainda assim muito boa. Dê uma olhada nela. Começar lendo aqueles textos podem ajudar bastante.

      2 – Participar de escavações. Estamos sempre divulgando algumas escavações em sítios escola. Infelizmente nem todos os pesquisadores divulgam… mas você também pode entrar em contato diretamente com professores do museu e perguntar se existe alguma escavação que você posa participar. Isso conta pontos no currículo, que também é avaliado.

      3 – Participar como ouvinte (ou aluno especial) de disciplinas oferecidas pelo MAE-USP. Existem disciplinas voltadas para a graduação, e que também ajudam a preparar o aluno para o mestrado.

      Espero ter ajudado. Se tiver alguma outra duvida mais específica (como qual professor contatar, quais textos ler, etc), pode entrar em contato através do nosso e-mail arqueologiaeprehistoria@gmail.com.

      Abraços

  41. Boa Noite,
    Meu filho está no 3º ano do médio e até então não tinha decidido o que fazer na graduação, mas hoje conversando com ele despretensiosamente, percebi que essa seria uma área viável, pois ele está sempre pesquisando sobre o assunto, assiste a vídeos no youtube, documentários… No entanto o período para prestar vestibular para UERJ 2016 já passou. Teria algum curso técnico que ele pudesse fazer em 2016 que o ajudasse depois na graduação? o Inglês é essencial para o trabalho em arqueologia?
    Desde já agradeço

    • Olá, Simone! Antes de mais anda, permita-me dizer que acho sensacional uma mãe que apoie o filho para aquilo que ele realmente deseja. Infelizmente muito pais ainda forçam seus filhos a cursarem em áreas que eles não desejam.

      Uma pena que o vestibular já tenha passado. Não existem cursos técnicos de arqueologia. Mas o seu filho pode muito bem fazer uns estágios voluntários em laboratórios de arqueologia, onde ele pode ter a oportunidade de iniciar leituras sobre o tema. Posso sugerir os laboratórios do Museu Nacional da UFRJ. Inclusive eu poderia oferecer ajuda pessoalmente com isso.

      Inglês será essencial a partir de algum momento, e isso é para qualquer área da ciência. Em arqueologia é um pouco mais necessário, pois como a arqueologia ainda é uma área razoavelmente recente no Brasil, temos poucos livros e outros textos didáticos em português (ou escritos por arqueólogos brasileiros). Logo, seria importante aprender ou melhorar o inglês durante esse tempo. Ou mesmo durante o curso.

      Se seu filho desejar ler algumas coisas básicas sobre arqueologia, ou tiver outras dúvidas, vocês podem encaminhar um e-mail para arqueologiaeprehistoria@gmail.com , e forneceremos toda a ajuda possível. 😉

      Um abraço

  42. Olá Juca

    Pretendo me graduar em História e depois em arqueologia e me aprofundar cada vez mais pois, sempre foi meu sonho de criança ser arqueólogo.. Tem a possibilidade de eu trabalhar nessa profissão em outro país?

    • Tem sim, Guilherme. Principalmente em países mais desenvolvidos. No entanto, a realidade pro mercado de trabalho lá fora pode ser mais concorrida do que aqui, dependendo do país.

  43. Boa tarde.
    A página em questão é muito instrutiva, e faz pessoas, apaixonadas pela história da humanidade como eu, ficarem ainda mais interessadas nesse assunto.
    Sou professora de Português, Formada pela Universidade Estadual de Maringá. Sempre me interessei pelas línguas neolatinas, e pela história das origens da língua Portuguesa e demais línguas que se originaram no Velho continente. Gostaria de saber se é possível eu fazer uma especialização nessa área, mas mais voltada para a Antropologia ou para a própria Arqueologia. Gostaria de receber alguma recomendação desse site, que se mostrou tão sério e tão íntegro.
    Desde já, agradeço qualquer resposta.
    Abraço

    Judinê – Paraná

    • Olá, Judinê. Especialização não é suficiente para formação em arqueologia. O mais recomendado e fazer uma graduação ou um mestrado em arqueologia. Se prefere cursos mais voltados a antropologia, recomendo os cursos de antropologia da UFMG ou da UFPel. Abraços

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