Como se tornar arqueólogo(a) no Brasil: Lista de cursos

Texto de João Carlos Moreno de Sousa

Última atualização: 27/04/2018

Está pensando em se tornar um arqueólogo ou uma arqueóloga? Você já sabe o que é arqueologia? Se você ainda não sabe, clique no link abaixo:

Texto: O que é arqueologia?

Agora que já sabemos o que é arqueologia, e o que fazem os profissionais desta ciência, vamos ver como é possível se formar em arqueologia no Brasil. Pra começar, você pode assistir o vídeo abaixo, onde a arqueóloga Cristiane Amarante dá 10 dicas para se tornar um arqueólogo ou uma arqueóloga.

Ficou interessado? Então vamos entrar em mais detalhe agora.

Quem é considerado arqueólogo/a no Brasil?

A profissão de arqueólogo(a) no Brasil foi finalmente regulamentada em Abril de 2018. De acordo com a lei, são considerados profissionais em arqueologia àqueles que sejam formados em cursos brasileiros de ensino superior reconhecidos pelo Ministério da Educação, ou em cursos de ensino superior estrangeiros desde que o titulo seja revalidado por um curso brasileiro reconhecido pelo Ministério da Educação. No Brasil, são considerados os profissionais que possuam pelo menos uma das seguintes qualificações curriculares

  1. Graduação em Arqueologia.
  2. Mestrado cuja dissertação seja resultado de pesquisa arqueológica + 2 anos e exercício de atividades comprovadas relacionadas ao campo profissional da arqueologia.
  3. Doutorado cuja tese seja resultado de pesquisa arqueológica + 2 anos e exercício de atividades comprovadas relacionadas ao campo profissional da arqueologia.

É importante observar que em cursos de docência acadêmica, apenas podem concorrer profissionais que tenham, pelo menos, mestrado ou doutorado em arqueologia plena. Também NÃO serão considerados arqueólogo(a)s aqueles que possuírem apenas cursos de especialização em arqueologia, independente do seu reconhecimento pelo MEC ou pelo IPHAN.

Ainda serão reconhecidos como profissionais aqueles que concluíram sua formação em Curso de Especialização em Arqueologia  reconhecido pelo MEC antes de 2018 e que tem mais 3 anos de experiência comprovada. Também continuam sendo considerados os profissionais que completaram 10 anos de experiência comprovada até o início de 2018.

Onde fazer uma graduação em Arqueologia?

A opção mais recomendada certamente é cursar uma graduação em arqueologia, mesmo que você já possua outro título de bacharelado (ou licenciatura). Afinal, numa graduação você terá aulas teóricas e práticas durante quatro ou cinco anos (depende da universidade), que te proporcionarão o ensino básico necessário das mais variadas disciplinas desta ciência tão interdisciplinar que é a Arqueologia. Em alguns cursos, você já poderá ir se especializando em algumas subáreas nas quais os professores tem mais experiência, através de estágios, iniciações científicas (inclusive recebendo bolsas) e disciplinas optativas. O título de Bacharel em arqueologia possibilitará o novo profissional a exercer plenamente sua profissão em empresas de licenciamento ambiental, museus, e poderá até dar aulas como professor substituto em universidades, por exemplo. Além disso, o profissional graduado em arqueologia tende a ter mais pontos na avaliação do currículo ao prestar concursos públicos específicos desta área, como concursos para professor de universidades federais, para cargos em instituições governamentais (ex: museus, IPHAN, MPU, etc), e até mesmo para seleção de provas de mestrado e doutorado.

A Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, já teve um curso de graduação em Arqueologia entre os anos 70 e 90. Mas este foi extinto décadas atrás, deixando nosso país sem possibilidade de se graduar na área por praticamente duas décadas.

O Brasil conta hoje com 14 cursos de graduação (bacharelado – não existem licenciaturas) que possibilitam a formação em Arqueologia. Todos os cursos são relativamente novos, tendo sido os cursos da UNIVASF e da PUC GO os mais antigos a serem criados (2005 e 2006 respectivamente). Dentre os cursos avaliados pelo Ministério da Educação, a UFS possui a maior nota.

Dos 14 cursos, 11 oferecem a titulação de profissional em Arqueologia. Clique no nome da universidade para saber mais sobre o curso que ela oferece:

  1. Universidade Federal de Sergipe (UFS) (Laranjeiras, SE)
  2. Universidade Federal do Rio Grande (FURG) (Rio Grande, RS)
  3. Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC GO) (Goiânia, GO) – Curso privado!
  4. Universidade Federal do Piauí (UFPI) (Teresina, PI)
  5. Universidade Federal de Rondônia (UNIR) (Porto Velho, RO)
  6. Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) (Santarém, PA)
  7. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) (Recife, PE)
  8. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) (Rio de Janeiro, RJ)
  9. Universidade do Estado do Amazonas (UEA) (Manaus, AM)
  10. Universidade do Estado da Bahia (UNEB) (Paulo Afonso, BA)
  11. Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) (Santos, SP) – Curso privado!

O curso mais antigo, já citado, oferece o a titulação de profissional em Arqueologia e Preservação Patrimonial:

  1. Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) (São Raimundo Nonato, PI)

Dois cursos que oferecem titulação em Antropologia, mas também permitem que o aluno obtenha o título de bacharel em arqueologia:

  1. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)  – com habilitação em Arqueologia (Belo Horizonte, MG)
  2. Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) – com área de concentração em Arqueologia (Pelotas, RS)

É importante notar que os dois cursos citados acima são menos recomendados em relação aos anteriores, pois não são cursos em arqueologia plena. Os cursos são de Antropologia, e não possuem a mesma carga curricular em arqueologia dos cursos de graduação em arqueologia plena (todos os outro citados). No entanto, eles servem como uma alternativa a quem não tem condições de cursar em uma das outras universidades já citadas.

Na minha região não existe graduação em Arqueologia… E agora?

Calma! Existem outras soluções! Você pode se formar em outro curso e só depois fazer o mestrado e/ou doutorado em arqueologia. Ou até mesmo uma segunda graduação, desta vez em arqueologia, se achar melhor. Dependendo do curso que você optar em fazer, você poderá ter maior ou menor dificuldade em certas subáreas da arqueologia. De todo modo, uma vez que a arqueologia é interdisciplinar e multidisciplinar, praticamente qualquer curso que você fizer te proporcionará algum conhecimento que te ajudará posteriormente, principalmente se você fizer um curso das áreas das ciências ou das humanidades. Além disso, existem universidades que, apesar de não oferecerem cursos de arqueologia, possuem arqueólogos ou professores que tem algum conhecimento na área, e podem ajudar o aluno a iniciar sua formação como arqueólogo ou arqueóloga. Alguns professores ainda permitem que o aluno faça seu trabalho de conclusão de curso (TCC ou Monografia) voltados à arqueologia!

As graduações da área da ciência mais recomendados são:

  • Geologia (ou Geociências) – que fornece o conhecimento fundamental da história da terra, além de fornecer cursos e experiência em: estratigrafia, geofísica, paleontologia e outras disciplinas básicas da arqueologia;
  • Biologia (ou Biociências) – que fornece o conhecimento básico de evolução, anatomia humana, osteologia, botânica, zoologia e demais disciplinas necessárias na arqueologia.

Além disto, ambos os cursos costumam fornecer disciplinas de estatística e metodologia científica além de atividades para adquirir experiência nas duas disciplinas. Ambas as disciplinas são fundamentais para quem pretende se tornar um cientista, o que inclui a arqueologia.

Alguns dos profissionais formados em cursos de Humanidades podem ter certas dificuldades com metodologia de pesquisa científica e estatística no começo, uma vez que estes curso não costumam oferecer estas disciplinas e experiência (alguns oferecem sim, mas é raro). Então caberá ao aluno um esforço pessoal para aprender isso. Os cursos de humanidades mais recomendados são:

  • Antropologia – uma ciência humana/social que carrega uma carga teórica similar à arqueologia. Inclusive, as duas ciências sempre estiveram ligadas uma a outra durante décadas. Principalmente em escolas que ainda consideram a arqueologia uma subárea da antropologia. De modo geral, a maioria das disciplinas irá fornecer conhecimento riquíssimo para um futuro arqueólogo.
  • Geografia – proporciona o ensino básico sobre sociedades, paisagem e dialoga com a geologia, principalmente através da geografia física. As disciplinas de geografia humana também poderão proporcionar conhecimento de grande valor. No entanto, alguns cursos são apenas focados na formação de professores na área, e não serão de muita ajuda.
  • Ciências Sociais – Talvez o mais recomendado, estes cursos geralmente proporcionam um ensino multidisciplinar, focando em cursos teóricos da filosofia, história, geografia, antropologia, (as vezes até mesmo arqueologia!), etc. Inclusive, oferecem disciplinas voltadas à metodologia científica específica das ciências sociais. E mesmo que não sejam totalmente iguais aos dos cursos de arqueologia ou geologia ou biologia, tal conhecimento teórico pode ser de grande valor para a arqueologia.
  • História – Estes cursos podem proporcionar conhecimento, obviamente, do contexto histórico da humanidade. Apesar de raros, alguns cursos permitem que o aluno realize trabalhos na área pré-histórica também, e inclusive oferecem alguma disciplina voltada à arqueologia! Estes cursos são excelente opções quando existem professores ligados a algum grupo de pesquisas em arqueologia. Mas quando não é o caso, cursos de história NÃO são recomendados como uma opção, pois historiadores e arqueólogos, de modo geral, atuam de modos extremamente diferentes, ao contrário do que muitas pessoas podem imaginar. A arqueologia usufrui dos métodos científicos para estudar evidências da história da humanidade, e com isso, escrever ou reescrever tal história. Já os cursos de história são geralmente focados apenas no estudo dos documentos escritos e, portanto, o contexto da história humana anterior ao advento da escrita é deixado de fora. De modo geral, o maior equívoco de quem quer fazer um curso de História para depois fazer um mestrado em Arqueologia é pensar que existem disciplinas em comum, mas isso é um grande engano. Disciplinas em comum entre os cursos de graduação em História e Arqueologia são raras. Alguns dos cursos de história também são focados apenas na formação pedagógica, cuidado!

Ainda assim, não se preocupe se não é possível começar pela formação plena em arqueologia já com uma graduação. A grande maioria dos arqueólogos mais velhos, inclusive professores de cursos de arqueologia, NÃO são graduados em arqueologia. Afinal, até poucos anos atrás esses cursos nem sequer existiam. Apesar de a maioria possuir pelo menos o doutorado em Arqueologia, foi o esforço particular de cada um deles que proporcionou o sucesso destes profissionais que são, originalmente, biólogos, geólogos, antropólogos e principalmente (contrariando o que foi dito agora há pouco) historiadores. Por outro lado, de nada adianta se graduar num curso de arqueologia plena e não se esforçar de maneira alguma, de modo que seu título de bacharel em arqueologia não passará de um mero papel (caso você consiga se formar). Conclusão: curso de arqueologia com certeza é o mais recomendado, mas o que mais vale mesmo é o sua própria força de vontade! Ser arqueólogo é o seu sonho? Vá a luta!

Nota importante: Nenhum curso de mestrado exige que o aluno tenha experiência anterior em arqueologia! Exige apenas que o aluno proponha um projeto de pesquisa e que faça uma prova com base nas bibliografias recomendadas pelo próprio curso. Portanto, você pode, realmente, se formar em praticamente QUALQUER outro curso antes do mestrado, DESDE que você escreva o projeto e passe na prova.

Será que não existe a chance de abrir um curso de graduação em Arqueologia perto de onde eu moro?

Talvez! As seguintes universidades estão fazendo planos:

  1. Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luis – Já está em andamento uma mobilização para implantação do curso. Estava previsto para 2015, mas aparentemente não deu certo.
  2. Universidade Federal do Cariri (UFCA), no campus de Icó – protocolo de intenções será firmado entre o IPHAN-CE e o Instituto de Estudos do Semiárido (IESA). Sem previsão.
  3. Universidade do Estado de São Paulo (UNESP), no campus do município de Ourinhos – Existe uma mobilidade de professores do campus e de professores de outras universidades, mas sem maiores informações até o momento. Sem previsão.
  4. Universidade de São Paulo (USP), no campus principal da capital – A mobilização de alguns professores do MAE existe há alguns anos, e uma proposta de um agrade de disciplinas sensacional foi criada. No entanto essa mobilização estagnou devido: As obras do novo prédio do MAE estão extremamente atrasadas; há assuntos burocráticos internos da universidade a serem resolvidos devido a mudança da reitoria da USP; e ainda há relutância de outros professores do MAE (que, aparentemente, não são muito a favor da graduação). Sem previsão.

 E os cursos de Mestrado e Doutorado? Como funcionam?

Antes de pensar em entrar na pós-graduação, você primeiro deve se atentar ao fato de que estes cursos funcionam de modo diferente das graduações! Vamos resumir da seguinte maneira: cursos de graduação oferecem o ensino básico da área e suas respectivas subáreas principais, oferecendo muitas disciplinas e certo graus de experiência prática (varia de acordo com a Universidade), e introduzem o aluno à pesquisa científica. Já os cursos de pós-graduação são voltados principalmente à pesquisa, e não fornecem todo o ensino básico.

Você ainda terá de fazer várias aulas, obviamente, mas os cursos de mestrado e doutorado não oferecem a mesma carga de horas de aula que uma graduação. Afinal, você terá de focar é no seu projeto de pesquisa! No Brasil, os cursos de pós-graduação em arqueologia funcionam da seguinte maneira.

Antes de entrar no curso você deve pensar num projeto de pesquisa, voltado a uma área específica da arqueologia, uma subárea de seu interesse pessoal. Você também deve entrar em contato com um professor do curso, de preferência alguém experiente na subárea que você pretende desenvolver seu projeto. Sua vaga depende da disponibilidade do orientador! Depois que você e seu novo orientador já estiverem em acordo, e seu projeto de pesquisa já estiver pronto para ser proposto à universidade, você finalmente poderá se inscrever para garantir sua vaga.

Apesar de não haver concorrência de vagas, como em um vestibular, você ainda será avaliado no seu conhecimento em arqueologia, seu conhecimento em outros idiomas, seu currículo acadêmico (Lattes) e seu histórico escolar de cursos superiores anteriores. Sua nota final dirá se você foi reprovado ou aprovado. Se você for aprovado, sua vaga estará garantida, mesmo que você tenha ficado em último lugar na classificação. Esta classificação servirá, no entanto, para concorrer a uma bolsa. Quanto melhor sua colocação, mais garantida é a chance de você receber uma bolsa mensal (um pagamento) de uma agência do governa federal que durá 2 anos no mestrado e 4 no doutorado. Se você optar por receber a bolsa, caso ela seja oferecida, você não poderá receber qualquer outro tipo de pagamento mensal (um salário, por exemplo).

Estes cursos de pós-graduação são recomendados apenas para aqueles que já tem um domínio básico da teoria e da prática arqueológica. Afinal, as universidades exigem um projeto de pesquisa na área, provas de conhecimento em arqueologia ANTES de começar o curso. Diferente da graduação, que geralmente tem mais ensino em sala de aula, o mestrado e o doutorado geralmente tem poucas aulas. O enfoque de uma pós-graduação é a própria pesquisa que você desenvolverá, com base no conhecimento adquirido nas disciplinas oferecidas pelas pós e na sua formação anterior. Esta pós-graduação ainda servirá para você se especializar em alguma, ou algumas, subáreas da arqueologia.

Quer saber por onde começar a estudar para prestar uma prova de mestrado ou doutorado? Clique no link abaixo:

Sugestões de livros para começar a estudar Arqueologia

Mas eu já sou graduado em Arqueologia! Então pra quê fazer Mestrado e Doutorado?

Além da grande experiência que você terá enquanto um pesquisador (algo que não é muito bem oferecido durante a graduação), esta titulação é uma exigência para diversos cargos importantes! Principalmente se você tem como objetivo permanecer no campo científico, no meio acadêmico. Mesmo que você não tenha esse objetivo, quanto maior é sua titulação, maior serão suas chances de emprego e de um melhor salário.

E onde tem Mestrado em Arqueologia no Brasil?

Atualmente 5 universidade oferecem o título de Mestre em Arqueologia:

  1. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Rio de Janeiro (RJ)
  2. Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo (SP)
  3. Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Laranjeiras (SE)
  4. Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina (PI)
  5. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife (PE)

Existem ainda 3 universidades que oferecem titulo de Mestre em Antropologia, mas com habilitação para arqueologia:

  1. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte (MG) – com áreas de concentração em Arqueologia
  2. Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém (PA) – com áreas de concentração em Arqueologia, e até mesmo em Bioantropologia
  3. Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), em Pelotas (RS) – com área de concentração em Arqueologia

É necessário lembrar que os cursos em arqueologia plena são mais recomendados devido a possibilidade de cursar mais disciplinas em arqueologia propriamente dita, além de possuírem um corpo docente mais variado em relação às subáreas arqueológicas.

E onde tem Doutorado em Arqueologia no Brasil?

Atualmente 4 universidade oferecem o título de Doutor em Arqueologia:

  1. Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo (SP)
  2. Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Laranjeiras (SE)
  3. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Rio de Janeiro (RJ)
  4. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife (PE)

Existem ainda 3 universidades que oferecem titulo de Doutor em Antropologia, mas com habilitação para arqueologia:

  1. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte (MG) – com áreas de concentração em Arqueologia
  2. Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém (PA) – com áreas de concentração em Arqueologia, e até mesmo em Bioantropologia
  3. Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), em Pelotas (RS) – com área de concentração em Arqueologia

E quanto aos cursos de especialização em Arqueologia?

Os cursos de especialização (também chamados de pós-graduação lato sensu) em arqueologia não são recomendados para quem quer se tornar um arqueólogo profissional e, portanto, não estão listados nesta página! Afinal, a maioria destes cursos é privado, e são voltados apenas à formação de técnicos que atuam em âmbito empresarial. A qualidade de alguns destes cursos no Brasil é muito questionada entre a maioria dos pesquisadores, uma vez que não capacitam ninguém a atuar plenamente como arqueólogo. Cursos de especialização à distância são ainda menos recomendados, uma vez que as atividades práticas de reconhecimento e análise de vestígios arqueológico, assim como atividades práticas de prospecção e escavação arqueológica não podem ser ensinadas à distância. Além disso, poucos cursos de especialização em arqueologia que são reconhecidos pelo Ministério da Educação atualmente. E, em acordo com a lei da regulamentação da profissão, a especialização em arqueologia não qualifica ninguém como profissional.

Os cursos de especialização são recomendados apenas àqueles que não tiveram oportunidade de se graduar em arqueologia, e querem se introduzir na área antes de tentar ingressar no mestrado ou doutorado em arqueologia, ou trabalharem na área como técnicos.

Ainda tenho dúvidas! Me ajuda?

Claro! Teremos prazer de tirar suas outras dúvidas (ou de pelo menos tentar). Basta enviar um e-mail pra gente:

arqueologiaeprehistoria@gmail.com

349 comentários

  1. Gratidão! Excelente site com informações precisas e esclarecedoras! Eu que aos 53 anos as vezes penso em estudar adorei, pois sempre achei q Historia me levaria as ruínas das antigas civilizações e seu texto me mostrou um lindo leque de opções !

  2. Ola, tenho interesse em seguir a carreira de arqueologa, mas não existe esse curso na minha região, a melhor opção por aqui é o curso de Antropologia com habilitação em Arqueologia. Meus planos seriam cursar esse curso de Antropologia e depois fazer um mestrado em Arquelogia e a partir dai seguir a carreira de Arqueologa, isso é uma boa ideia?
    Quero saber tambem, se eu fizer um outro curso, como historia e ciências sociais, e depois um mestrado em Arqueologia, assim como os arqueolgis mais velhos seria viável?
    Pergunto isso, pois você disse que poderia pra pessoas em situações como a minha, mas em outro texto disse também que não é recomendado fazer um mestrado em arqueogia sem o curso, pois precisa de ter experiencia, sinceramente acho que houve uma contradição em relação a isso.
    E se eu puder seguir neus planos como farei para ter a experiência em algo que não cursei
    E qual a melhor opção?
    Poderia exlicar?
    Obrigada

    • Oi, Giulianna. No seu caso o recomendado seria fazer a graduação que tem habilitação em arqueologia mesmo, antes de fazer o mestrado. Apenas tenha em mente que nesse caso o curso foca muito mais em antropologia do que em arqueologia. É totalmente viável fazer um mestrado em arqueologia depois, independente da sua formação inicial, desde que você corra atrás de estudar o básico da área antes.

      Abraços!

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