Arqueologia Experimental

por JuCa

Arqueologia experimental é a subárea da arqueologia responsável pela aplicação de experimentos práticos a fim de testar hipóteses sobre a produção de utilização de artefatos e estruturas e aquisição de consumo de alimentos de sociedades antigas.

Sem título.jpg
Acima à esquerda: Replicação de uma ponta de flecha de pedra lascada a partir de métodos e técnicas pré-históricas. Abaixo à esquerda: Cozimento de vasilhames cerâmicos ameríndios replicados. À direita: Atividades de replicação de acampamentos do paleolítico no Museu Land of Legends, Dinamarca.

A arqueologia experimental se divide em três categorias básicas de atividades:

1. Os experimentos de replicação – Esta é a categoria mais desenvolvida na arqueologia mundial, na qual arqueólogos replicam materiais arqueológicos a partir dos mesmos métodos e técnicas usados pelas sociedades estudadas. NEssa categoria estão incluidos os experimentos de oficinas de epdra lascada e cerâmica, produção de roupas e alimentos, etc.

2. Os experimentos de simulação – Esta é a categoria que realiza simulações práticas de formação de sítios arqueológicos e dos efeitos naturais que sítios e artefatos sofrem ao longo do tempo (tafonomia).

3. Teste de técnicas de pesquisa modernas – Esta categoria é a que realiza testes técnicas modernas em artefatos replicados ou sítios simulados a fim de garantir seu sucesso antes de aplicar em artefatos e sítios originais.

A arqueologia experimental, apesar de sua importância para testar hipóteses, é aplicada por poucos arqueólogos. No Brasil, por exemplo, os primeiros arqueólogos a aplicarem abordagens experimentais em suas pesquisas ainda são raros.

João Carlos Moreno de Sousa é arqueólogo formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC GO) e mestre em arqueologia pela Universidade de São Paulo (USP). Possui experiência com estudos de tecnologia lítica, arqueologia experimental e arqueologia cognitiva. Atualmente cursa doutorado em Arqueologia pelo Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN-UFRJ) e administra o site “Arqueologia e Pré-História”.

Para saber mais sobre o assunto:

  • COLES, John Morton. 1973. Archaeology by experiment. London, Hutchinson: 182 p.
  • COLES, John Morton. 1979. Experimental archaeology. London, Academic Press: 286 p.
  • CRABTREE, Don E. 1975. Comments on Lithic Technology and Experimental Archaeology. IN: SWANSON, Earl. Lithic Technology. Making and Using Stone Tools. Paris, Mouton: 105-114.
  • JONES, Scott. 2008. A view to the past. Experiment in Primitive Technology. 277 p.
  • REYNOLDS, Peter. J. 1999. The nature of experiment in archaeology. IN: HARDING, Anthony F. [Ed.] Experiment and Design: Archaeological Studies in Honour of John Coles. Oxford, Oxbow: 156-162.
Anúncios