Arqueologia e Pré-História

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Guerras surgiram recentemente na história humana, indicam arqueólogos

Esta matéria é de Julho de 2013 e não cheguei a ver mais debates acerca, porém ela é interessante no sentido de que está divulgando uma conclusão que contradiz com os debates de pesquisadores da história militar, que usualmente destacam que o estudo dos conflitos humanos devem ser utilizados como uma forma de reflexão acerca da vida em sociedade, no sentido de que a violência é um dos componentes centrais do cotidiano humano. Abaixo a matéria publicada pelo Terra:

Guerras surgiram recentemente na história humana, indicam arqueólogos: Pesquisadores sugerem que a guerra não está no nosso sangue, mas é um comportamento adotado há relativamente pouco tempo entre humanos

Apesar de alguns estudiosos afirmarem que conflitos violentos fazem parte da natureza humana, arqueólogos encontraram evidências de que os primeiros humanos matavam outros humanos principalmente por questões pessoais – e a guerra, o conflito entre grupos opostos, é um desenvolvimento mais recente na história. Essa nova pesquisa contradiz estudos anteriores que entendiam sociedades nômades de caçadores-coletores (frequentemente tratadas como modelos do comportamento humano inicial) como grupos violentos. O estudo será publicado na edição desta semana da revista Science.

Foto: Douglas P. Fry / Divulgação

Foto: Douglas P. Fry / Divulgação

Os pesquisadores Douglas Fry e Patrik Söderberg analisaram 148 casos de agressão letal documentados em exemplares desses primeiros humanos em um conjunto de 21 sociedades de caçadores-coletores diferentes. Eles descobriram que a maior parte das mortes foi causada individualmente – e pode, em sua grande maioria, ser classificada como assassinato, e não o resultado de guerra, de acordo com os arqueólogos. Cerca de 85% dos casos envolveram homicidas e vítimas que pertenciam ao mesmo grupo, e aproximadamente dois terços de todos os eventos letais nessas sociedades podem ser atribuídos a disputas familiares, competição por sexo, acidentes ou execuções por punição.

Foi descoberta pouca evidência de comportamento belicoso entre esses grupos, confrontando a noção de que os primeiros humanos estavam constantemente atacando outros grupos. No entanto, ainda não há certeza de que os exemplares analisados podem representar o comportamento de todos os humanos daquele período, e o estudo ainda deve ser alvo de debate. Os pesquisadores responsáveis pelo modelo, Fry e Söderberg, sugerem que a guerra não está, afinal, no nosso sangue, mas é um comportamento adotado há pouco tempo na história humana.

Via Terra.

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Sobre Márcia Jamille

Arqueóloga formada pela UFS com a monografia “Egito Submerso: a Arqueologia Marítima Egípcia” e mestra em Arqueologia também pela UFS com a pesquisa “Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Egito: uma proposta de pesquisa das sociedades dos oásis do Período Faraônico”. É administradora do Arqueologia Egípcia.

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Publicado às 26/01/2014 por em Reportagens e marcado , .
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