Arqueologia e Pré-História

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MAE-USP lança edital para Mestrado e Doutorado 2017

Programa de Pós-Graduação em Arqueologia – MAE/USP
Edital – Processo Seletivo 2017

DAS INSCRIÇÕES

Estarão abertas no período de 06 a 17-03-2017 as inscrições para o preenchimento de até 50 vagas junto ao Programa de Pós-Graduação em Arqueologia do MAE/USP para o 2º semestre de 2017.

As inscrições serão realizadas de segunda a sexta-feira, no horário das 9h às 12h e das 14h às 17h, exceto feriados e pontos facultativos, no Serviço de Pós-Graduação do Museu de Arqueologia e Etnologia, localizado à Avenida Professor Almeida Prado, 1466, Cidade Universitária, em São Paulo, SP.

Documentos exigidos:
– Formulário de inscrição (disponível no serviço de pósgraduação);
– Duas cópias da carteira de identidade (RG) e do CPF (exceto para alunos estrangeiros), não será aceito carteira de habilitação;
– Duas cópias autenticada do diploma ou certificado de conclusão do curso superior (graduação);
– Duas cópias do histórico escolar (graduação), onde conste a data da colação de grau;
– Duas cópias autenticada do diploma de mestrado ou ata de defesa (para doutorado);
– Duas cópias do histórico escolar do mestrado (para o doutorado);
– Duas cópias do Curriculum Vitae atualizado (recomenda-se aos candidatos o uso do Currículo Lattes);
– Duas cópias do projeto de pesquisa, na formatação indicada pelo Programa;
– Duas cópias da carta de anuência da instituição responsável pela guarda do material arqueológico/etnológico a ser pesquisado (especificamente para os candidatos com projetos que tem como objetivo a análise de acervos arqueológicos/etnológicos não pertencentes ao MAE-USP);
– Duas cópias do formulário de cadastramento de pesquisa (especificamente para os candidatos que tem como objetivo a análise de acervos arqueológicos/etnológicos pertencentes ao MAE-USP).

Para candidatos estrangeiros: é obrigatória a apresentação do visto regular tanto para a matrícula como para frequência às aulas, e a entrega da cópia do protocolo do pedido do Registro Nacional de Estrangeiros (RNE) ao Serviço de Pós-Graduação.

Sem tais documentos, o candidato poderá ser desligado do curso, mesmo tendo sido aprovado no processo de seleção.

Serão aceitas inscrições por procuração.

DAS DATAS E HORÁRIOS DOS EXAMES DE SELEÇÃO
17/04/2017 (2ªf) – 09h às 12h – Prova escrita de proficiência em língua estrangeira (inglês).
17/04/2017 (2ªf) – 14h às 17h – Prova escrita de proficiência em língua estrangeira (italiano, francês ou espanhol)
18/04/2017 (3ªf) – 09h às 13h – Prova escrita de conhecimentos em Arqueologia.
19/04/2017 (4ªf) – 09h às 12h – Prova escrita de proficiência em língua portuguesa para estrangeiros.
19/04/2017 (4ªf) – 14h às 17h – Análise do Curriculum Vitae e do projeto de pesquisa (não é necessário a presença do candidato).
02/05/2017 (3ªf) – Divulgação do resultado final.
12/05/2017 (6ªf) – Data máxima para solicitação de revisão das provas de proficiência em língua estrangeira, da prova escrita de conhecimentos em Arqueologia e/ou do projeto de
pesquisa e curriculum vitae dos alunos reprovados.
30/05/2017 (3ªf) – Divulgação do resultado dos pedidos de revisão das provas.

DO PROCESSO SELETIVO

O ingresso no Programa de Pós-Graduação em Arqueologia do MAE-USP dependerá de processo seletivo constituído das seguintes provas, todas eliminatórias. A nota mínima para aprovação nas provas será 07 (sete).

FASE 1 — Proficiência em língua estrangeira

Dos candidatos brasileiros e daqueles oriundos de países de língua portuguesa será exigida proficiência em uma língua moderna para o mestrado (inglês) e duas para o doutorado, ou seja, inglês (obrigatória) e espanhol ou francês ou italiano, podendo ser uma delas aquela avaliada no mestrado e duas para o doutorado direto, ou seja, inglês (obrigatória) e espanhol ou francês ou italiano. Será apresentado ao candidato um texto em língua estrangeira que trata sobre um tema relativo à Arqueologia. Juntamente com o texto serão apresentadas questões sobre seu conteúdo. O candidato deverá responder as questões em português de forma a possibilitar a avaliação de sua capacidade de compreensão do texto. Aos candidatos estrangeiros, além da proficiência em língua estrangeira, é exigida também a proficiência em língua portuguesa, demonstrada por meio da apresentação do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros, CELPEBRAS, nível intermediário ou superior, ou através da prova de proficiência em língua portuguesa realizada durante o processo seletivo e ambos terão caráter eliminatório. O candidato já aprovado no CELPE-BRAS será dispensado da prova de proficiência em língua portuguesa, devendo anexar cópia autenticada do referido certificado no ato da inscrição. Tanto no Mestrado quanto no Doutorado e no Doutorado Direto poderão ser aceitos outros Exames de Proficiência, tais como: Inglês – TOEFL, ESLAT, IELTS, Cambridge, Michigan; Francês – Aliança Francesa, Bureau d´Action Linguistique Liceu Pasteur; Espanhol – DELE; Italiano – Istituto Italiano di Cultura; realizados até 2 (dois) anos antes da data de inscrição do estudante no Processo Seletivo do Programa. Outros testes de proficiência em língua estrangeira de ampla aceitação no setor acadêmico, não listados acima, poderão ser eventualmente aceitos, a critério da CPG.

FASE 2 — Prova escrita de conhecimentos em Arqueologia

A prova escrita de conhecimentos em Arqueologia versará sobre teoria, metodologia e técnicas arqueológicas e sobre os conteúdos abrangidos pelas linhas de pesquisa do Programa. Como bibliografia de referência são sugeridos os seguintes
títulos:

  • BINFORD, L.R. (1982) Chapter 11: Interassemblage variability – the Mousterian and the functional argument, Working at Archaeology. New York, Academic Press, p. 131- 153.
  • BINFORD, L.R. (1982). The archaeology of place. Journal of Anthropological Archaeology,1 (1): 5-31.
  • CARVER, M. (2009). Archaeological investigation.
    Chapter 5: Site survey. p 89 – 112
    Chapter 11: Chronology. p 267-296
  • COLWELL-CHANTHAPHONH, C. The archaeologist as a world citizen. In: MESKELL, L. (Ed.). Cosmopolitan Archaeologies. Durham/London, Duke University Press. 140-165. 2009.
  • DAVID, A. (2006) Chapter 1: Finding sites. In: BALME, J. & PATERSON, A. (Ed). Archaeology in Practice. A Student Guide to Archaeological Analyses. Oxford, Blackwell Publishing, p. 1-34.
  • DAVID, B e THOMAS, J. (2008). Landscape Archaeology: Introduction. Handbook of Landscape Archaeology. Walnut Creek: LEFT COAST PRESS, p. 27-43.
  • DIETLER, M. The archaeology of colonization and the colonization of archaeology: theoretical challenges from an ancient Mediterranean colonial encounter. In: STEIN, G.J. (2005) The Archaeology of Colonial Encounters. Comparative Perspectives. Santa Fé, School of American Research Press, p. 33-68.
  • GOODMAN, D; PIRO, S. (2013). GPR remote sensing in archaeology. Berlin: Springer, p. 187-230.
  • HAMILAKIS, Y. (2011). Archaeological ethnography: a multitemporal meeting ground for archaeology and anthropology. Annual Review of Anthropology, 40:399-414.
  • HODDER, I. (1994). Architecture and meaning: the example of Neolithic houses and tombs. In: PEARSON, M.P. & RICHARDS, C. (Ed). Architecture & Order. Approaches to Social Space. London/New York: Routledge, p. 73-86.
  • HOLDAWAY, S. (2000) Chapter 5: Absoluting dating. In: BALME, J. & PATERSON, A. (Ed). Archaeology in Practice. A Student Guide to Archaeological Analyses. Oxford, Blackwell
    Publishing, p 117-158.
  • LAU, G. (2010). The work of surfaces: object worlds and techniques of enhancement in the ancient Andes. Journal of Material Culture, 15(3): 259-286.
  • LIGHTFOOT, K. (1995). Culture Contact Studies, Redefining the Relationship between Prehistoric and Historical Archaeology. American Antiquity, 60(2):199-217.
  • NEVES, E.G. (2011). Archaeological cultures and past identities in the Pre-Colonial Central Amazon. In: A. Hornborg e J.D. Hill (Eds.). Ethnicity in ancient Amazonia. Reconstructing past identities from archaeology, linguistics, and ethnohistory. Boulder, University Press of Colorado, p.31-56.
  • O’BRIEN, M.J; et al. (2008). Transmission, Phylogenetics and the evolution of cultural diversity. In O’BRIEN, M.J. (Ed). Cultural Transmission and Archaeology. Issues and Case Studies. Society for American Archaeology Press, Washington DC, p. 39-58.
  • POLITIS, G. (2003). The Theoretical Landscape and the Methodological Development of Archaeology in Latin America, Latin American Antiquity, 14(2): 115- 142
  • PRICE, T. D. (2007). Principles of Archaeology. Boston: McGraw-Hill.
    26. Chapter 8: Dating. p 215-244
    27. Chapter 9: Geoarchaeology. p 245-270
  • RAPP Jr, G.; HILL, C.L. (1998). Geoarchaeology: The Earthscience approach to archaeological interpretation. London: Yale University Press, Chapter 7. Estimating age in the archaeological record, p. 153-174
  • RAPP Jr, G.; HILL, C.L. (1998). Geoarchaeology: The Earthscience approach to archaeological interpretation. London: Yale University Press, Chapter 8. Geological mapping, remote sensing
    and surveying, p. 175-197
  • RUBERTONE, P.E. (2000) The Historical Archaeology of Native Americans Source. Annual Review of Anthropology, 29: 425-446.
  • SCHIFFER, M. B.; SKIBO, J. (1997) The Explanation of Artifact Variability. American Antiquity, 62(1): 27-50.
  • SHANKS, M. Postprocessual archaeology and after. In: BENTLEY, R.A; MASCHNER, H.D.G.; CHIPPINDALE, C. (2008). Handbook of Archaeological Theories. Lanham, AltaMira Press,
    p. 133-144.
  • SILLIMAN, S. W. (2015) Comparative Colonialism and Indigenous Archaeology: Exploring the Intersections. In Cipolla, C. N. and Hayes, K. H. (Eds). Rethinking Colonialism: Comparative Archaeological Approaches. Gainesville: University Press of Florida. Chap 11, p. 213-233.
  • WATSON, P.J. Processualism and after. In: BENTLEY, R.A; MASCHNER, H.D.G.; CHIPPINDALE, C. (2008). Handbook of Archaeological Theories. Lanham, AltaMira Press, p. 29-38.
  • WEBSTER, G. S. Culture history: a culture-historical approach. In: BENTLEY, R.A; MASCHNER, H.D.G.; CHIPPINDALE, C. (2008). Handbook of Archaeological Theories. Lanham, AltaMira Press, p. 11-27.
  • ZEDEÑO, M.N. e BOWSER, B.J. (2009). The archaeology of meaningful places. In: B.J. BOWSER e M.N. ZEDEÑO (Eds.). The archaeology of meaningful places. Salt Lake City: The University of Utah Press, p. 1-14.

FASE 3 — Avaliação do Curriculum Vitae e do projeto de pesquisa

Para os alunos ingressantes no Mestrado:

Na análise do CV serão considerados os seguintes itens, com a respectiva pontuação:
1. Histórico escolar (1.0)
2. Formação prévia (1.5)

Na análise do projeto de pesquisa serão considerados os
seguintes itens, com a respectiva pontuação:
1. Objetivos e justificativa com referencial teórico (4.0)
2. Métodos coerentes com os objetivos do projeto e viabilidade
de execução da pesquisa (3.5)

Para os alunos ingressantes no Doutorado:

Na análise do CV serão considerados os seguintes itens, com a respectiva pontuação:
1. Participação em eventos na área de Arqueologia ou áreas afins (1.0)
2. Publicações na área de Arqueologia ou áreas afins (1.5)
3. Formação prévia (1.5)

Na análise do projeto de pesquisa serão considerados os seguintes itens, com a respectiva pontuação:
1. Objetivos e justificativa com referencial teórico (3.0)
2. Métodos coerentes com os objetivos e viabilidade de execução da pesquisa (3.0)

Para os alunos ingressantes no Doutorado-Direto:

Na análise do CV serão considerados os seguintes itens, com a respectiva pontuação:
1. Atuação profissional e/ou experiência na área de no mínimo cinco anos comprovadas, incluindo participação em eventos na área de Arqueologia ou áreas afins (3,5)
2. Publicações relevantes na área de Arqueologia (3,5)

Na análise do projeto de pesquisa serão considerados os seguintes itens, com a respectiva pontuação:
1. Relevância temática e robustez teórico-metodológica, incluindo sua adequação para submissão imediata a uma agência financiadora (1,5)
2. Originalidade e caráter inovativo (1,5)

Cada fase do processo seletivo será implementada por Comissão Examinadora formada por membros do Programa, sob supervisão do Coordenador. O Presidente de cada comissão será eleito por seus pares.

A avaliação será expressa pelos conceitos de 0 (zero) a 10 (dez):
A obtenção de conceito inferior a 7 (sete) em quaisquer das provas (língua estrangeira; conhecimentos em Arqueologia) e/ou na avaliação de curriculum vitae e projeto de pesquisa implicará na reprovação do aluno.

Observação:
1. As notas obtidas no processo seletivo definirão a classificação dos candidatos. Em caso de empate será levada em consideração a nota da prova de conhecimentos em Arqueologia.
2. Os candidatos reprovados poderão solicitar a revisão de suas provas através de ofício dirigido à presidência da CPG acompanhado preferivelmente da anuência do orientador. Caberá à CPG a decisão final (retificação ou ratificação de notas) relativa a estes pedidos.

DO PROJETO DE PESQUISA

O Projeto de Pesquisa deve ser apresentado de maneira clara (máximo de 20 páginas, usando tipo de tamanho equivalente a Times New Roman 12 e espaçamento 1.5) e com a seguinte estrutura:
– Título;
– Resumo (máximo 20 linhas);
– Introdução e justificativa, com síntese da bibliografia fundamental;
– Objetivos;
– Plano de trabalho e cronograma de sua execução;
– Material e métodos;
– Forma de análise dos resultados;
– Referências bibliográficas.

MAIORES INFORMAÇÕES:

Museu de Arqueologia e Etnologia da USP
Av. Prof. Almeida Prado,1466 – Cidade Universitária – 05508-070
Telefone: (11) 3091 5070 ou (11) 3091 8652
pos.mae@usp.br

Certificados internacionais de proficiência em língua estrangeira aceitos pelo programa de pós-graduação em arqueologia do MAE/USP:

1. Inglês
a. TOEFL (Teste of English as a Foreign Language)
TOEFL-IBT (Internet Based Test) – Pontuação mínima: 79-80 pontos
TOEFL PBT (Paper Based) – Pontuação mínima: 550 pontos

b. IELTS (International English Language Testing System)
Pontuação mínima: IELTS ACADEMIC – 6 pontos

c. ESLAT (English as a Second Language Achievement Test)
Pontuação mínima: 600 pontos e mínimo de 70 pontos (oral)

d. CAMBRIDGE
Pontuação minima: FCE (para mestrado) e CAE (para doutorado)

e. MICHIGAN
ECCE – Examination for the Certificate of Competency in English (Nível Intermediário – para mestrado)
ECPE – Examination for the Certificate of Proficiency in English (Nível Avançado – para doutorado)

2. Francês
DALF – (Diplôme Approfondi de Langue Française) – destinados aos estudantes de nível avançado
DELF – (Diplôme d´Etudes em Langue Française) – destinado aos estudantes de nível intermediário de francês
Pontuação mínima: DELF B2
TCF – (Test de Connaissance du Français) – administrado pelo CIEP (Centre International d´Études Pedagogiques) – Pontuação mínima: B2

3. Espanhol
DELE (Diploma de Espanhol como Língua Estrangeira) – Pontuação mínima: DELE B2

4. Italiano
Teste de proficiência lato sensu (ProfLS)- Istituto Italiano di Cultura di São Paulo
Pontuação mínima: aproveitamento igual ou superior a 50%

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Publicado em 18/11/2016 por em Editais / Concursos.
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